Demanda global de petróleo caminha para contração, diz AIE
A demanda global de petróleo deve se contrair este ano, à medida que a guerra no Irã e o fechamento iminente do Estreito de Ormuz reduzem o fornecimento e desestabilizam as cadeias de suprimentos, afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE), marcando uma forte reversão em relação à previsão do mês passado.
A organização sediada em Paris — um grupo de nações ocidentais e seus aliados — agora prevê uma queda na demanda global de 80 mil barris por dia este ano, em comparação com a expectativa anterior de crescimento de 640 mil barris por dia.
No segundo trimestre, a previsão é de queda de 1,5 milhão de barris por dia, o declínio mais acentuado desde o início da pandemia de covid.
"A perspectiva para o equilíbrio do mercado global de petróleo raramente foi tão incerta", afirmou a AIE em seu relatório mensal divulgado na terça-feira, amplamente acompanhado.
"As interrupções no fornecimento e no comércio de petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio continuam, agravando a escassez de petróleo bruto e derivados e elevando os preços a níveis que estão prejudicando a demanda."
A previsão da agência pressupõe que as entregas de petróleo e gás do Oriente Médio para os mercados internacionais sejam retomadas até meados do ano, embora não aos níveis pré-conflito.
Se o Estreito de Ormuz for reaberto e as rotas comerciais forem asseguradas, a AIE estima que seriam necessários cerca de dois meses para restabelecer as exportações estáveis.



