Durante o 3B, as usinas entregaram 1,44 milhão de m³ de biodiesel. Volume corresponde a 96,8% dos contratos fechados no último bimestre
Entre os meses de maio e junho, as usinas de biodiesel reportaram terem entregado um pouco mais de 1,44 milhão de m³ às distribuidoras. Dessa forma, o nível de execução dos contratos que haviam sido fechados prevendo entregas ao longo deste período foi um pouco menor que 96,9%. Esse foi o segundo bimestre seguido em que o percentual ficou abaixo da média que a cadeia do biodiesel vem apresentando desde que o atual sistema de comercialização foi implementado em 2022.
O volume de biodiesel que saiu das usinas no 3º bimestre (3B) garante a venda de 10,3 milhões de m³ de óleo diesel B. Embora o mercado ainda não tenha acesso aos dados finais do bimestre, esse volume parece não ser suficiente para cobrir toda a demanda.
Os números preliminares apontam que as distribuidoras movimentaram 11,3 milhões de m³ de diesel no 3B. Isso exigiria um pouco mais de 1,55 milhão de m³ de biodiesel puro para cobrir toda a demanda do mercado nacional. São 106,4 mil m³ de B100 além do volume que foi efetivamente entregue nos últimos dois meses.
Entre os meses de maio e junho, as usinas de biodiesel reportaram terem entregado um pouco mais de 1,44 milhão de m³ às distribuidoras. Dessa forma, o nível de execução dos contratos que haviam sido fechados prevendo entregas ao longo deste período foi um pouco menor que 96,9%. Esse foi o segundo bimestre seguido em que o percentual ficou abaixo da média que a cadeia do biodiesel vem apresentando desde que o atual sistema de comercialização foi implementado em 2022.
Nos 15 bimestres que se passaram desde o fim do sistema de leilões de biodiesel, o nível de entregas está em 99,5% – uma performance bem melhor do que os 94,8% dos leilões. Desde que o B14 foi implementado em março último, contudo, a cadeia não tem conseguido manter o nível de execução dos contratos.
O volume de biodiesel que saiu das usinas no 3º bimestre (3B) garante a venda de 10,3 milhões de m³ de óleo diesel B. Embora o mercado ainda não tenha acesso aos dados finais do bimestre, esse volume parece não ser suficiente para cobrir toda a demanda.
Os números preliminares apontam que as distribuidoras movimentaram 11,3 milhões de m³ de diesel no 3B. Isso exigiria um pouco mais de 1,55 milhão de m³ de biodiesel puro para cobrir toda a demanda do mercado nacional. São 106,4 mil m³ de B100 além do volume que foi efetivamente entregue nos últimos dois meses.
Mais do que isso, o mercado de biodiesel e o de óleo diesel caminharam em direções opostas no último bimestre. Enquanto as vendas de diesel apresentaram crescimento de 2,5%, as entregas de biodiesel reportadas pelas usinas apresentaram queda de 3,3% – 45,6 mil m³ menos – de um bimestre para o outro.
Aceleração em junho
Em maio já havia sinais de que as entregas não estavam atingindo o ritmo esperado. Até a metade do bimestre, as entregas haviam somado 694,5 mil m³. Esse volume representava 46,5% dos contratos fechados.
Mesmo com uma aceleração considerável nos negócios durante o mês de junho, ainda restaram 46,8 mil m³ de biodiesel que foram contratados, mas que não chegaram a sair das usinas.
Liderança do MT
No total bimestral, o Mato Grosso liderou o mercado nacional. As usinas do estado entregaram 333,9 mil m³, alta de 23,5% sobre o volume que haviam entregado no mesmo período do ano anterior.
Nesse mesmo período, o Rio Grande do Sul – tradicional líder do mercado nacional – patinou, indo de 310 mil m³ no 3B de 2023 para 309,4 mil m³. Vale ressaltar que, no 3B, o estado enfrentou uma tragédia climática com uma série de enchentes que afetou duramente a economia gaúcha. Inclusive as usinas de biodiesel.
Apesar disso, a liderança do mercado coube ao grupo de origem gaúcha Be8, que vendeu 148,2 mil m³, seguido bem de perto pela Oleoplan, com 146 mil m³ de biodiesel vendidos.
Números das Distribuidoras
A distância pode ser menor do que parece. Isso porque os números reportados pelas distribuidoras são melhores do que os relatados pelas usinas. Segundo o outro elo da cadeia, as entregas de biodiesel somaram 1,47 milhão de m³ no 3B – cerca de 27 mil m³ acima do valor reportado pelos fabricantes.
Apesar de maior, esse volume ainda está 79,5 mil m³ abaixo daquele que seria necessário para atender às vendas de óleo diesel no período.
O desencontro entre os números das usinas e das distribuidoras é um fato corriqueiro. A expectativa seria que os números reportados pelos dois lados do balcão convergissem ao longo do tempo. No entanto, não é bem o que tem aparecido nos dados divulgados pela ANP.
Antes do 3B, as usinas vinham reportando ter entregado volumes de biodiesel maiores do que as distribuidoras por 5 bimestres seguidos. Só do começo do ano para cá, as usinas teriam entregado 34,1 mil m³ de biodiesel a mais do que as distribuidoras receberam.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com