Acordo fechado esta semana vai comprar amêndoas o óleo de macaúba
Não é só a Acelen Renováveis que está de olho no potencial da macaúba como uma nova fonte de óleos vegetais. A multinacional do setor químico BASF anunciou nesta quarta-feira (11) que fechou um acordo para a aquisição do óleo produzido a partir dos frutos e das amêndoas da palmeira nativa.
O contrato foi firmado com uma agritech brasileira chamada Inocas (Innovative Oil and Carbon Solutions). Desde 2015, a startup vem trabalhando para aprimorar um modelo de produção que permite consorciar essa nova cultura com pastagens. A empresa já conta com plantios em 90 propriedades de parceiros e tem como meta somar pelo menos 50 mil hectares em áreas plantadas até o final da década de 2030.
Não é só a Acelen Renováveis que está de olho no potencial da macaúba como uma nova fonte de óleos vegetais. A multinacional do setor químico BASF anunciou nesta quarta-feira (11) que fechou um acordo para a aquisição do óleo produzido a partir dos frutos e das amêndoas da palmeira nativa.
O contrato foi firmado com uma agritech brasileira chamada Inocas (Innovative Oil and Carbon Solutions). Desde 2015, a startup vem trabalhando para aprimorar um modelo de produção que permite consorciar essa nova cultura com pastagens. A empresa já conta com plantios em 90 propriedades de parceiros e tem como meta somar pelo menos 50 mil hectares em áreas plantadas até o final da década de 2030.
Pelos termos do acordo, a partir do ano que vem, a Inocas iniciará a venda de óleo extraído da amêndoa da macaúba para a BASF. O material será utilizado em produtos da linha personal and home care. "Nossa divisão Care Chemicals está comprometida em diversificar seu fornecimento de matérias-primas", diz Mary Kurian, presidente de Care Chemicals do grupo. "Estamos nos esforçando para obter fontes sustentáveis, proteger os ecossistemas e promover práticas sustentáveis", prossegue.
Bionafta
Já o óleo obtido com a polpa dos frutos da macaúba será usado para fabricar uma alternativa renovável à nafta de petróleo, podendo ser aproveitado na produção de polímeros, solventes, detergentes, lubrificantes, fibras sintéticas, combustíveis, entre outras aplicações, com um balanço de carbono mais positivo.
O fornecimento regular desse segundo tipo de óleo de macaúba está previsto para 2027.
O acordo assinado ontem também reserva à BASF o direito de adquirir uma participação acionária na Inocas no futuro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com