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Usinas fabricaram 840 mil m³ de biodiesel em agosto; ANP corrige número de julho

Mesmo com o setor de biodiesel batendo recordes por três meses seguidos, o balanço entre oferta e demanda continua negativo em mais de 100 mil m³

BiodieselBR.com 5 min de leitura

As usinas de biodiesel vêm pisando com força no acelerador desde a implementação do B14. No mês de agosto, o volume fabricado atingiu a marca inédita de 840,4 mil m³, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De março até agora – pelo menos depois que os números de julho foram corrigidos –, maio foi o único mês que não fechou com um novo recorde de produção.

E poderia até ser melhor. A produção das usinas simplesmente não tem dado conta de acompanhar toda a demanda das distribuidoras. Desde que o óleo diesel B consumido no Brasil passou a conter 14% de biodiesel, o balanço entre oferta e demanda tem ficado no vermelho em aproximadamente 140,4 mil m³.

No acumulado do ano, o déficit recua para pouco mais de 100,7 mil m³, depois de acrescentados os 39,7 mil m³ de saldos positivos que ficaram do primeiro bimestre.

Vão menor

O vão entre oferta e demanda, contudo, vem se estreitando. Dados preliminares da ANP apontam que, em agosto, as distribuidoras movimentaram um pouco mais de 6,1 milhões de m³ de óleo diesel, fazendo com que a demanda do mercado interno ficasse em aproximadamente 838,5 mil m³. Com os 7,73 mil m³ que foram exportados no período, a demanda chega a 846,2 mil m³.

As usinas de biodiesel vêm pisando com força no acelerador desde a implementação do B14. No mês de agosto, o volume fabricado atingiu a marca inédita de 840,4 mil m³, segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De março até agora – pelo menos depois que os números de julho foram corrigidos –, maio foi o único mês que não fechou com um novo recorde de produção.

E poderia até ser melhor. A produção das usinas simplesmente não tem dado conta de acompanhar toda a demanda das distribuidoras. Desde que o óleo diesel B consumido no Brasil passou a conter 14% de biodiesel, o balanço entre oferta e demanda tem ficado no vermelho em aproximadamente 140,4 mil m³.

No acumulado do ano, o déficit recua para pouco mais de 100,7 mil m³, depois de acrescentados os 39,7 mil m³ de saldos positivos que ficaram do primeiro bimestre.

Vão menor

O vão entre oferta e demanda, contudo, vem se estreitando. Dados preliminares da ANP apontam que, em agosto, as distribuidoras movimentaram um pouco mais de 6,1 milhões de m³ de óleo diesel, fazendo com que a demanda do mercado interno ficasse em aproximadamente 838,5 mil m³. Com os 7,73 mil m³ que foram exportados no período, a demanda chega a 846,2 mil m³.

No cômputo final, faltaram menos de 5,8 mil m³ para fechar as contas do mês; cerca de um terço do resultado negativo de julho e cerca de 8 vezes menos do que os 47,6 mil m³ que faltaram em maio – mês que teve a pior relação entre oferta e demanda.

Correção

Essa convergência entre oferta e demanda é um alívio para o mercado. Especialmente depois do mês passado, quando os primeiros números da produção indicavam a falta de 88,4 mil m³ de biodiesel para atender à demanda do mercado nacional.

No fim das contas, tudo não passou de um susto causado por uma falha nos dados da Cargill.

Um mês depois, a ANP acrescentou 72,2 mil m³ ao volume de produção reportado em julho, que passou de menos de 750 mil m³ para mais de 822 mil m³ – alta de 9,6%. Embora os dados fornecidos pela agência não permitam individualizar a produção das usinas, esses acréscimos ocorreram todos em estados onde a Cargill tem usinas – Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Tocantins.

Ainda assim, julho terminou com menos biodiesel fabricado do que seria necessário, mas o déficit caiu para moderados 15,7 mil m³.

Sul embalado

Em agosto, as usinas da Região Sul foram as que apresentaram maior crescimento na produção, com alta de 19,5% em relação ao volume reportado um ano atrás. No total, os fabricantes instalados na região produziram 342,3 mil m³ de biodiesel, contra 286,5 mil m³ no mesmo período de 2023.

Isso fez com que a região superasse o Centro-Oeste, que fabricou 337,9 mil m³ em agosto.

A liderança sulista não prevaleceu no ranking por estados, que, pelo quarto mês seguido, foi dominado pelo Mato Grosso, com 181,8 mil m³ de biodiesel fabricados. A liderança mato-grossense, no entanto, vem sendo novamente ameaçada pelo Rio Grande do Sul, cuja produção foi de 181,2 mil m³.

Esta foi a maior produção gaúcha do ano, indicando que o setor de biodiesel do estado vem recuperando a boa forma depois das inundações históricas que atingiram o Rio Grande do Sul entre o final de abril e o começo de maio.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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