Fabricantes reportaram ter entregado um volume de biodiesel mais de 5,6% acima do que havia sido contratado pelas distribuidoras
Ao que tudo indica, o mercado nacional de biodiesel primeiro teve um 1º bimestre (1B) sem maiores sobressaltos. E com uma demanda até um tanto acima do esperado. É o que pode se depreender dos novos dados oficiais de entregas que foram divulgados no final da manhã desta terça-feira (26) e que mostram que as usinas venderam 687,6 mil m³ de biodiesel em fevereiro. Esse volume corresponde a quase 57% dos contratos que foram fechados entre usinas e distribuidores.
Dessa forma, o mercado consegue retomar – após um hiato de dois anos causado pela redução da mistura obrigatória – sua rampa de crescimento.
Acima do contratado
E nem precisavas ser tanto. Segundo os números mais recente da ANP, os contratos para o 1B previam a movimentação de biodiesel um pouco maior que 1,20 milhão de m³. As entregas, portanto, superaram o volume contratado em mais de 5,6% fazendo deste o bimestre com o maior nível de execução dos contratos em toda a história. Acima dos 103,5% do 2B de 2023.
Ao que tudo indica, o mercado nacional de biodiesel primeiro teve um 1º bimestre (1B) sem maiores sobressaltos. E com uma demanda até um tanto acima do esperado. É o que pode se depreender dos novos dados oficiais de entregas que foram divulgados no final da manhã desta terça-feira (26) e que mostram que as usinas venderam 687,6 mil m³ de biodiesel em fevereiro. Esse volume corresponde a quase 57% dos contratos que foram fechados entre usinas e distribuidores.
Somado aos 587,8 mil m³ que haviam sido reportados no mês anterior, o total do bimestre passa dos 1,27 milhão de m³. Pode não ser um novo recorde absoluto – as vendas de diesel tendem a desacelerar na virada de um ano para outro –, mas é o melhor começo de ano que o setor de biodiesel já teve, superando os 1,10 milhão registrados no 1B de 2021
Dessa forma, o mercado consegue retomar – após um hiato de dois anos causado pela redução da mistura obrigatória – sua rampa de crescimento.
Acima do contratado
E nem precisavas ser tanto. Segundo os números mais recente da ANP, os contratos para o 1B previam a movimentação de biodiesel um pouco maior que 1,20 milhão de m³. As entregas, portanto, superaram o volume contratado em mais de 5,6% fazendo deste o bimestre com o maior nível de execução dos contratos em toda a história. Acima dos 103,5% do 2B de 2023.
Desde que o mercado de biodiesel migrou do sistema de leilões para o de contratação livre na virada de 2021 para 2022, o desempenho das entregas vem apresentando uma melhora considerável indo de uma média de menos de 95% nos leilões para uma de 99,9% agora.
O volume de biodiesel entregue permitiria que as distribuidoras colocassem até 10,6 milhões m³ de B12 no mercado. Embora os números definitivos ainda não tenham sido divulgados pela ANP, os preliminares indicam que o mercado tenha movimentado um pouco mais de 10,1 milhões de m³ o que pode sinalizar que as distribuidoras entraram estocadas no 2B. E o mesmo pode ser dito das usinas que – entre janeiro e fevereiro – fabricaram mais de 1,31 milhão de m³ de biodiesel puro.
Desencontro
O bom desempenho das entregas no 1B, contudo, não vem isento de estranhezas. Os números da ANP mostram um belo desencontro entre os relatos das usinas e o dos distribuidores.
Pelo lado dos compradores, fevereiro foi bem menos espetacular com 616,7 mil m³ de biodiesel movimentados. Dá quase 70 mil m³ – 11,3% – de diferença para a conta das usinas. É a maior distância entre o que diz cada um dos lados do balcão desde o lançamento do mercado de contratação.
Em janeiro, a relação havia sido inversa com as distribuidoras reportando retiradas 11 mil m³ acima das usinas. Tudo somado, temos uma diferença de 58,9 mil m³ ou 4,8% do total.
Maiores
No 1B de 2025, a liderança do mercado coube as usinas do Rio Grande do Sul que comercializaram perto de 272,2 mil m³ de biodiesel. Mato Grosso (246,1 mil m³) e Goiás (235,7 mil m³) completam o pódio do bimestre.
Entre as usinas, a maior vendedora de biodiesel a unidade de Lapa (PR) da Potencial com 114,5 mil m³ movimentados no bimestre. Aos preços médios do biodiesel para a Região Sul, esse garante um faturamento de R$ 458,8 milhões à fabricante.
Já na categoria de grupos, a Potencial cai par a terceira colocação. Ela é superada pela Be8 com 125,6 mil m³ de biodiesel vendidos e pela Oleoplan com 122,1 mil m³ de biodiesel vendido.
A quantidade de biocombustível comercializada pela Be8 permite estimar que a empresa faturou um pouco mais que R$ 503 milhões com o mercado de biodiesel no último bimestre. A Oleoplan que tem usinas nas Regiões Sul, Norte e Nordeste se saiu ainda melhor com ganhos de R$ 525,2 milhões
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com