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StoneX corta em 100 mil m³ sua projeção para a demanda de biodiesel no Brasil

No começo de abril, a consultoria havia estimado que o mercado brasileiro movimentaria 9 milhões de m³ de biodiesel este ano

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O Brasil não deverá consumir tanto biodiesel quanto se supunha esse ano. Uma nova estimativa publicada nessa quarta-feira (19) pela consultoria StoneX reduziu em 100 mil m³ suas projeções. O novo número da empresa para o mercado do biocombustível passa a ser de 8,9 milhões de m³ – crescimento de 20,3% sobre o volume final de 2023.

Segundo a consultoria, o corte foi motivado por dois fatores: uma revisão nos números da ANP para o mês de fevereiro das vendas de biodiesel, que foram reduzidos em cerca de 60 mil m³, e os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul e uma demanda do 2º bimestre um tanto abaixo do que seria de esperar, considerando a adoção do B14.

Esse fator já havia sido apontado por BiodieselBR.com com base nos dados de entregas de biodiesel para os meses de março e abril. Segundo a ANP, foram entregues 1,46 milhão de m³ de biodiesel puro, cerca de 70 mil m³ menos do que seria necessário para garantir que todo o óleo diesel comercializado no período fosse adicionado com 14% de biodiesel.

O Brasil não deverá consumir tanto biodiesel quanto se supunha esse ano. Uma nova estimativa publicada nessa quarta-feira (19) pela consultoria StoneX reduziu em 100 mil m³ suas projeções. O novo número da empresa para o mercado do biocombustível passa a ser de 8,9 milhões de m³ – crescimento de 20,3% sobre o volume final de 2023.

Segundo a consultoria, o corte foi motivado por dois fatores: uma revisão nos números da ANP para o mês de fevereiro das vendas de biodiesel, que foram reduzidos em cerca de 60 mil m³, e os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul e uma demanda do 2º bimestre um tanto abaixo do que seria de esperar, considerando a adoção do B14.

Esse fator já havia sido apontado por BiodieselBR.com com base nos dados de entregas de biodiesel para os meses de março e abril. Segundo a ANP, foram entregues 1,46 milhão de m³ de biodiesel puro, cerca de 70 mil m³ menos do que seria necessário para garantir que todo o óleo diesel comercializado no período fosse adicionado com 14% de biodiesel.

Enchentes

Houve também a questão das enchentes no Rio Grande do Sul, que levaram a ANP a praticamente zerar a mistura de biodiesel no mercado gaúcho para garantir o abastecimento.

Como o estado é o quarto maior consumidor de diesel do país – representando quase 6% do total nacional – havia a expectativa de que essa flexibilização viesse a impactar a demanda de biodiesel. Mas, além de não terem sido tão prolongados quanto se supunha, os cortes foram compensados pelo desempenho positivo em outros estados.

Isso permitiu que a StoneX mantivesse a projeção para a demanda de óleo diesel em 66,6 milhões de m³ – 1,6% maior que o resultado do último ano – com crescimento em todas as cinco regiões brasileiras.

Apesar da performance menos robusta para o biodiesel, o biocombustível ainda deve tomar espaço do óleo diesel de origem fóssil mineral. A demanda de diesel A – antes da adição de biodiesel – deverá ser de 57,7 milhões de m³, o que representa uma queda de 0,7% em relação ao ciclo anterior, quando as vendas do insumo foram de 58,2 milhões de m³.

Isso deverá afetar principalmente o mercado de importações. A expectativa é que, este ano, o volume de diesel importado seja de 13,8 milhões de m³, 4,8% menos do que no ano passado.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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