Volume já contratado representa um aumento de quase 25% sobre os contratos fechados para o 1B de 2023. Estreia do B14 alavanca metas em 31%.
O ano de 2024 está começando bastante promissor para o setor de biodiesel. Logo de saída, as distribuidoras e as usinas fecharam um pouco mais de 1,2 milhão de m³ em contratos de fornecimento de biodiesel válidos para os dois primeiros meses do ano novo. O volume efetivamente contratado representa um crescimento de praticamente um quarto sobre aquele que abriu o ano anterior.
A quantidade de biodiesel contratada permite colocar no mercado um pouco mais de 10 milhões de m³ de diesel B; esta seria o melhor começo de ano da história, abrindo quase 5,1% de vantagem sobre o recorde atual que pertence ao 1B de 2022, quando os motoristas brasileiros consumiram mais de 9,56 milhões de m³ de óleo diesel.
O ano de 2024 está começando bastante promissor para o setor de biodiesel. Logo de saída, as distribuidoras e as usinas fecharam um pouco mais de 1,2 milhão de m³ em contratos de fornecimento de biodiesel válidos para os dois primeiros meses do ano novo. O volume efetivamente contratado representa um crescimento de praticamente um quarto sobre aquele que abriu o ano anterior.
O crescimento acima do avanço da mistura indica que as distribuidoras seguem vendo uma demanda por óleo diesel em expansão no mercado nacional.
A quantidade de biodiesel contratada permite colocar no mercado um pouco mais de 10 milhões de m³ de diesel B; esta seria o melhor começo de ano da história, abrindo quase 5,1% de vantagem sobre o recorde atual que pertence ao 1B de 2022, quando os motoristas brasileiros consumiram mais de 9,56 milhões de m³ de óleo diesel.
O apetite da cadeia também aparece quando se vê que as distribuidoras compraram de forma antecipada 38,2% mais biodiesel do que precisariam para cumprir as metas definidas pela ANP. Já as usinas contrataram 36% além da meta. Os números indicam que a cadeia segue preferindo a segurança dos contratos aos riscos do mercado spot – as regras definidas pela ANP permitiriam que até 20% do biodiesel fosse negociado nessa modalidade. Segundo a agência foram fechados 395 contratos.
Nos bimestres anteriores, as distribuidoras contrataram, em média, 28,7% mais biodiesel do que precisavam. O primeiro bimestre de 2024 teve a segunda maior diferença entre o volume comprado de antemão e as metas. Ela é superada apenas pelos 39,6% do 6B de 2022.
Oleoplan sai na frente
Ao menos por enquanto, o mercado está sendo liderança pela Oleoplan. A empresa que até o mês passado era a maior em capacidade instalada do país com quatro usinas autorizadas – Veranópolis (RS), Iraquara (BA), Tomé-Açu (PA) e Cacoal (RO) – que, juntas, somam 1,44 milhão de m³ em capacidade.
A empresa iniciou o ano com 129 mil m³ divididos em 36 contratos. Isso representa 10,7% de share. Das quatro plantas do grupo, a de Iraquara deverá ser a mais ativa no período com 60,4 mil m³ fechados, o que equivale a 77% da capacidade instalada da planta.
Além da Oleoplan, a Be8 foi a única outra fabricante a superar a barreira dos 10% de share entre os contratos fechados pelo mercado nacional.
Chegada do B14
O mercado deve acelerar ainda mais a partir do 2B quando o B14 deverá passar a valer atendendo a uma determinação do CNPE aprovada a poucos dias do final do ano passado.
Pelas contas da ANP, as distribuidoras terão que contratar 1,17 milhão de m³ de biodiesel entre março e abril. Acrescentando nesse volume os 20% que podem ser contratados no mercado spot temos uma demanda potencial de 1,47 milhão de m³ para o bimestre como um todo.
As metas para os distribuidores voltarão a ser maiores do que a calculada para os produtores depois de três bimestres seguidos. A diferença será de 1,4% o que equivale a 16 mil m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com