Volume total de glicerina exportado no mês de junho foi o segundo menor do ano
As exportações brasileiras de glicerina – principal coproduto da indústria do biodiesel perderam um pouco de vigor em junho. Segundo os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, as vendas externas ficaram ligeiramente abaixo das 36,2 milhares de toneladas. Foram quase 10,5% menos do que no mês anterior quando as exportações beiraram as 37,5 milhares de toneladas.
A contração se deve à redução nos negócios envolvendo glicerina destilada. Com vendas inferiores a 10,9 mil toneladas, houve queda de 20,2% nos embarques do produto. Em comparação, a demanda externa por glicerina bruta teve aumento de 6,1%. O volume foi de 23,8 para 25,3 mil toneladas.
As exportações brasileiras de glicerina – principal coproduto da indústria do biodiesel perderam um pouco de vigor em junho. Segundo os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, as vendas externas ficaram ligeiramente abaixo das 36,2 milhares de toneladas. Foram quase 10,5% menos do que no mês anterior quando as exportações beiraram as 37,5 milhares de toneladas.
A contração se deve à redução nos negócios envolvendo glicerina destilada. Com vendas inferiores a 10,9 mil toneladas, houve queda de 20,2% nos embarques do produto. Em comparação, a demanda externa por glicerina bruta teve aumento de 6,1%. O volume foi de 23,8 para 25,3 mil toneladas.
No semestre como um todo, as vendas externas totalizaram 227,1 milhares de toneladas. Isso representa uma queda de aproximadamente 3,1% sobre os números do primeiro semestre do ano passado quando os embarques somaram 234,3 mil toneladas.
Nesse caso, a relação é inversa ao desempenho mensal com as exportações de glicerina destilada avançando 1,8% e as do produto de menor valor agregado recuando 5%. Em termos absolutos os embarques foram de, respectivamente, 69,3 e 157,8 mil toneladas.
A participação da glicerina destilada no total exportado durante a primeira metade do ano ficou em aproximadamente 30,5%. Um resultado razoavelmente em linha com a fatia que o produto vem ocupando nos três anos anteriores.
Faturamento elevado
Com a diminuição no volume vendido no mercado internacional e a queda na fatia do produto de maior valor agregado, os ganhos com as exportações tiveram recuo de 4,8%. Os ganhos ficaram em US$ 39,3 milhões o que – se convertido pelo câmbio desta quarta-feira (13) – se aproxima dos R$ 211,6 milhões.
Embora tenha ficado 4,8% menor do que o resultado registrado no mês anterior, o valor continua bastante elevado. Junho de 2022 teve o terceiro melhor ganho financeiro para a glicerina – apenas para maio e abril.
Todos os três meses do topo do ranking agora pertencem a 2022.
Somando todos os meses do ano até agora, os ganhos com a venda de glicerina já beiram os US$ 221 milhões mais do que dobrando os ganhos no mesmo período do ano passado. Falta US$ 63,7 milhões para igualar o faturamento de 2021.
Valores
Os ganhos continuam sendo alavancados pelos preços elevados da glicerina no mercado internacional.
Em junho a tonelada da glicerina bruta foi negociada por uma média de US$ 836,18. Essa é a maior cotação do produto desde agosto de 2007. Já a glicerina destilada valeu US$ 1.669,52 por tonelada, maior valor desde março de 2012.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com