Matérias-primas alternativas

Embrapa investe em pesquisas com palmeiras nativas


Embrapa Agroenergia - 30 mar 2012 - 09:01 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Formação de bancos de germoplasma, propagação e mecanização da produção. Esses são algumas das ações que estão sendo executadas pelo projeto PROPALMA, da Embrapa. O projeto estuda as palmeiras oleíferas macaúba, babaçu, inajá e tucumã, típicas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, visando à produção de óleo e aproveitamento de coprodutos e resíduos. A iniciativa teve início no ano passado, com recursos da Financiadora e Estudos e Projetos (Finep). Coordenadores dos planos de ação do projeto avaliaram o andamento dos trabalhos, na terça-feira (27), em reunião na Embrapa Agroenergia.

Alexandre Alonso, líder do projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia, conta que, em relação à macaúba, “já se avançou na produção de mudas e resultados significativos estão sendo obtidos em temas como adubação, colheita e características do óleo – potencial matéria-prima para a produção de biodiesel”.

Com relação ao tucumã, o pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA), Marcos Enê Oliveira, falou sobre os avanços. “Os trabalhos tiveram progresso na propagação e produção de mudas”.  Oliveira salientou que “o baixo índice de acidez do óleo de tucumã o torna favorável à produção de biodiesel”.

Quanto ao babaçu, pesquisadores das unidades da Embrapa Cocais (São Luis/MA) e da Meio Norte (Teresina/PI) fizeram coletas nos estados do Maranhão e Tocantins para aumentar o banco ativo de germoplasma (BAG), que está instalado no Piauí. “Eles também estão trabalhando na mecanização para quebra do babaçu, aperfeiçoando uma máquina para este fim”. Também estão testando novos catalisadores para produção de biodiesel a partir do óleo.

Otoniel Duarte, pesquisador da Embrapa Roraima (Boa Vista/RR), informou que foram caracterizados e coletados 69 acessos de inajazeiros em Roraima e 53 no Amapá. O material coletado em Roraima encontra-se em fase de produção de mudas que serão transplantadas para o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) ainda este ano.  Já as populações de inajazeiros para avaliação in situ já foram selecionadas, demarcadas e caracterizadas, iniciando a avaliação de produção e produtividade até o final do mês de abril.

Dez unidades da Embrapa fazem parte da rede de pesquisa do PROPALMA: Agroenergia, Agroindústria de Alimentos, Amapá, Amazônia Ocidental, Amazônia Oriental, Cerrados, Cocais, Meio Norte, Recursos Genéticos e Biotecnologia, Roraima. Também participam as Universidades de Brasília, Federal de Lavras, Federal do Maranhão, Federal de Minas Gerais, Federal do Paraná, Federal do Piauí, Federal de Viçosa e Estadual de Montes Claros.

Daniela Garcia Collares

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