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Cientistas do DOE identificam mecanismo de algas superprodutivas

Cientistas ligados do Departamento de Energia (DOE) dos Estados Unidos identificam mecanismo que pode elevar produtividade em cianobactérias.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Quem cultiva microalgas precisa de uma dose extra de cuidado no controle das condições ambientais: elas precisam de luz para se desenvolver; se a luz for demais, no entanto, o crescimento da biomassa simplesmente para. Agora, cientistas ligados do Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos podem estar mais perto de uma solução para esse paradoxo que tem atrapalhado a vida de quem quer usar esses organismos como matéria-prima na indústria de biocombustíveis e de química verde.

Quem cultiva microalgas precisa de uma dose extra de cuidado no controle das condições ambientais: elas precisam de luz para se desenvolver; se a luz for demais, no entanto, o crescimento da biomassa simplesmente para. Agora, cientistas ligados do Departamento de Energia (DOE) do governo dos Estados Unidos podem estar mais perto de uma solução para esse paradoxo que tem atrapalhado a vida de quem quer usar esses organismos como matéria-prima na indústria de biocombustíveis e de química verde.

Eles identificaram uma espécie de cianobactéria – Synechococcus sp. PCC 7002 – que se dá bem mesmo sob condições de elevada luminosidade e descobriram que sua robustez se deve a um sistema que permite que ela aumente de tamanho para acomodar a expansão do maquinário intracelular.

Mal comparando, é como se uma fábrica aumentasse de tamanho para permitir a instalação de outras linhas de montagem sempre que tivesse um pico de pedidos.

Graças a isso, ela deixa até outras cianobactérias comendo poeira em termos de produção bruta de biomassa. Enquanto outros organismos levam de 7 a 12 horas para conseguir dobrar sua massa, a Synechococcus consegue fazer o mesmo em somente 2 horas. É essa velocidade impressionante que vem entusiasmando pesquisadores mundo afora.

“Esses organismos são uma rota importante para capturar energia solar e dióxido de carbono em nosso planeta”, disse o cientista do Laboratório Nacional Pacific Northwest (PNNL), Alexander Beliaev. As descobertas foram descritas num artigo publicado no mBio – publicação científica online da Sociedade Americana de Microbiologia – cuja integra pode ser acessada clicando aqui

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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