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Exxon corta financiamento para pesquisas com microalgas

A petroleira norte-americana vinha investindo há mais de uma década em projetos de pesquisa que buscavam viabilizar a produção de biocombustíveis a partir de microalgas

BiodieselBR.com 5 min de leitura

Depois de mais de uma década de insistência, US$ 350 milhões investidos e muita publicidade, a Exxon está finalizando seus projetos de desenvolvimento de microalgas. De acordo com uma reportagem publicada pela Bloomberg, nos últimos meses a petroleira norte-americana vem discretamente pondo fim numa série de parcerias que mantinha com empresas de biotecnologia e instituições de pesquisa que seguem trabalhando para viabilizar o uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis.

A mais longeva e importante dessas parcerias era com a Viridos – empresa fundada em 2005 pelo pesquisador Craig Venter com o nome de Synthetic Genomics Inc (SGI). A parceria durava desde 2009 e previa investimentos de até US$ 600 milhões. 

Com o fim do financiamento da Exxon, a direção da Viridos cortou mais de metade de sua força de trabalho no final do ano passado. A empresa foi de 130 para 55 funcionários e precisou desativar tanques de cultivo experimentais que mantinha deserto da Califórnia.

O encerramento da parceria com a Viridos vem mesmo depois de avanços importantes. No começo de 2017, a empresa anunciou ter dobrado o teor de óleo presente nas variedades que vinham sendo aprimoradas. No ano seguinte, a Exxon anunciou o compromisso de produzir 10 mil barris de biocombustíveis de algas por dia até 2025.

Depois de mais de uma década de insistência, US$ 350 milhões investidos e muita publicidade, a Exxon está finalizando seus projetos de desenvolvimento de microalgas. De acordo com uma reportagem publicada pela Bloomberg, nos últimos meses a petroleira norte-americana vem discretamente pondo fim numa série de parcerias que mantinha com empresas de biotecnologia e instituições de pesquisa que seguem trabalhando para viabilizar o uso de microalgas como matéria-prima para a produção de biocombustíveis.

A mais longeva e importante dessas parcerias era com a Viridos – empresa fundada em 2005 pelo pesquisador Craig Venter com o nome de Synthetic Genomics Inc (SGI). A parceria durava desde 2009 e previa investimentos de até US$ 600 milhões. 

Com o fim do financiamento da Exxon, a direção da Viridos cortou mais de metade de sua força de trabalho no final do ano passado. A empresa foi de 130 para 55 funcionários e precisou desativar tanques de cultivo experimentais que mantinha deserto da Califórnia.

O encerramento da parceria com a Viridos vem mesmo depois de avanços importantes. No começo de 2017, a empresa anunciou ter dobrado o teor de óleo presente nas variedades que vinham sendo aprimoradas. No ano seguinte, a Exxon anunciou o compromisso de produzir 10 mil barris de biocombustíveis de algas por dia até 2025.

Além disso, fontes da startup citadas pela Bloomberg informam que nos últimos três anos a Viridos vinha conseguindo aumentar de forma bastante expressiva a produtividade média de seus tanques de cultivo. Segundo a reportagem, a produtividade diária que era de 5 gramas de gordura por metro quadrada em 2020 saltou para 9,1 gramas no ano passado – alta de aproximadamente 82%.

Pelas contas da Viridos, para que os biocombustíveis de microalgas sejam competitivos em relação aos combustíveis fósseis a produtividade precisa atingir a marca de 15 g/m²/d.

Além dessa parceria, a Exxon também está paralisando um projeto que mantinha desde 2015 com a Escola de Minas do Colorado e outro com o Laboratório Nacional de Energias Renováveis.

Perda de impulso

O enorme potencial do cultivo de microalgas na produção de biocombustíveis e químicos renováveis sustentou um boom de um ecossistema de startups de biotecnologia nos primeiros anos do milênio. A entrada da Exxon no páreo reflete esse primeiro momento de euforia.

A maioria das empresas dessa geração acabaram ficando pelo caminho ou ‘pivotaram’ suas pesquisas na direção de mercados de menor volume e maior valor agregado como cosméticos, fármacos ou aditivos alimentares.

Um bom exemplo da desidratação pela qual o segmento passou é na história da Solazyme. A startup californiana foi fundada em 2003 e chegou a levantar US$ 197 milhões quando fez seu IPO em maio 2011.

Em 2016, contudo, a Solazyme mudou de nome para TerraVia e desistiu do mercado de biocombustíveis. Um ano mais tarde, ela deu entrada num pedido de falência e acabaria sendo comprada pela holandesa Corbion por US$ 20 milhões.

Outras direções

De acordo com a divisão de Soluções de Baixo Carbono da Exxon, a empresa está priorizando outras soluções tecnológicas como captura e armazenamento de carbono, produção de hidrogênio e biocombustíveis avançados. No final do mês passado, a companhia anunciou que irá investir US$ 560 milhões – por meio de sua subsidiária Imperial Oil – na construção de uma biorrefinaria no Canadá que terá capacidade para fabricar até 20 mil barris dia de diesel verde.

Essa iniciativa faz parte de um pacote de investimentos de US$ 17 bilhões que a petroleira pretende gastar em projetos de baixo carbono nos próximos cinco anos.

Apesar disso, a recuo coloca um alvo na petroleira. Entre 2017 e 2019, a Exxon gastou US$ 60 milhões em comerciais de TV que tiveram as iniciativas ligadas à pesquisa com microalgas como sua principal mensagem.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da Bloomberg

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