Não faz muito tempo, as microalgas prometiam ser o futuro combustíveis. Quase da noite para o dia todo um ecossistema de startups e projetos de pesquisa e desenvolvimento emergiu – todos garantindo ter encontrado a chave que, finalmente, viabilizaria essa nova revolução tecnológica. A maioria acabou ficando pelo caminho a medida que seus resultados ficavam aquém das promessas. Menos visível que a maioria, a parceria entre a petroleira norte-americana ExxonMobil e a pioneira do ramo de biotecnologia Synthetic Genomics (SGI) persistiu durante oito anos e acaba de anunciar resultados que podem colocar o biocombustível de algas novamente no horizonte do possível.
Não faz muito tempo, as microalgas prometiam ser o futuro combustíveis. Quase da noite para o dia todo um ecossistema de startups e projetos de pesquisa e desenvolvimento emergiu – todos garantindo ter encontrado a chave que, finalmente, viabilizaria essa nova revolução tecnológica. A maioria acabou ficando pelo caminho a medida que seus resultados ficavam aquém das promessas. Menos visível que a maioria, a parceria entre a petroleira norte-americana ExxonMobil e a pioneira do ramo de biotecnologia Synthetic Genomics (SGI) persistiu durante oito anos e acaba de anunciar resultados que podem colocar o biocombustível de algas novamente no horizonte do possível.
Eles conseguiram dobrar o teor de óleo presenta na biomassa das algas. Oito anos atrás. Em julho de 2009, quando a parceria foi anunciada as algas tinham, em média, 20% de seu peso em óleos. Depois de oito anos de trabalho contínuo esse índice subiu para 40%.
Trocando em miúdos: se, antes, um quilo de biomassa seca de microalgas tinha 200 gramas de óleos, agora, é possível obter 800 gramas. Algas mais “gordas” permitiriam a implantação de sistemas mais industriais mais produtivos e, consequentemente, exigindo áreas menores e menos água para seu cultivo.
Nitrogênio
Para chegar a esse resultado, os cientistas da SGI e da Exxon modificaram o genoma das algas responsável por seu mecanismo de absorção de nitrogênio – um nutriente essencial. Quando a equipe dominou a ciência básica passou a ser possível ajustar o metabolismo das algas para que elas passassem a acumular mais gordura nos tecidos.
“Foi um desses ‘momentos eureca’ quando entendemos o que tínhamos”, definiu o diretor da SGI e cientista chefe desse projeto, Rob Brown, descrevendo a euforia que tomou conta de sua equipe quando os testes confirmaram que não se tratava de um falso positivo. “Você pode imaginar como a equipe se sentiu depois de anos de trabalho ao ver um resultado tão substancial”, comemorou.
Embora seja um avanço, esse ainda não é o fim da linha informa o cientista da Exxon, Alessandro Faldi. “Foi um passo crítico, mas temos que manter o foco no caminho a seguir”, afirma apontando que ainda é preciso aumentar a produção de biomassa e testar o impacto de diferentes condições ambientais sobre a produtividade. “Ainda temos muito caminho a frente”, resume.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
Não faz muito tempo, as microalgas prometiam ser o futuro combustíveis. Quase da noite para o dia todo um ecossistema de startups e projetos de pesquisa e desenvolvimento emergiu – todos garantindo ter encontrado a chave que, finalmente, viabilizaria essa nova revolução tecnológica. A maioria acabou ficando pelo caminho a medida que seus resultados ficavam aquém das promessas. Menos visível que a maioria, a parceria entre a petroleira norte-americana ExxonMobil e a pioneira do ramo de biotecnologia Synthetic Genomics (SGI) persistiu durante oito anos e acaba de anunciar resultados que podem colocar o biocombustível de algas novamente no horizonte do possível.
Eles conseguiram dobrar o teor de óleo presenta na biomassa das algas. Oito anos atrás. Em julho de 2009, quando a parceria foi anunciada as algas tinham, em média, 20% de seu peso em óleos. Depois de oito anos de trabalho contínuo esse índice subiu para 40%.
Trocando em miúdos: se, antes, um quilo de biomassa seca de microalgas tinha 200 gramas de óleos, agora, é possível obter 800 gramas. Algas mais “gordas” permitiriam a implantação de sistemas mais industriais mais produtivos e, consequentemente, exigindo áreas menores e menos água para seu cultivo.
Nitrogênio
Para chegar a esse resultado, os cientistas da SGI e da Exxon modificaram o genoma das algas responsável por seu mecanismo de absorção de nitrogênio – um nutriente essencial. Quando a equipe dominou a ciência básica passou a ser possível ajustar o metabolismo das algas para que elas passassem a acumular mais gordura nos tecidos.
“Foi um desses ‘momentos eureca’ quando entendemos o que tínhamos”, definiu o diretor da SGI e cientista chefe desse projeto, Rob Brown, descrevendo a euforia que tomou conta de sua equipe quando os testes confirmaram que não se tratava de um falso positivo. “Você pode imaginar como a equipe se sentiu depois de anos de trabalho ao ver um resultado tão substancial”, comemorou.
Embora seja um avanço, esse ainda não é o fim da linha informa o cientista da Exxon, Alessandro Faldi. “Foi um passo crítico, mas temos que manter o foco no caminho a seguir”, afirma apontando que ainda é preciso aumentar a produção de biomassa e testar o impacto de diferentes condições ambientais sobre a produtividade. “Ainda temos muito caminho a frente”, resume.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com