EUA

EUA tem futuro incerto mesmo com produção recorde


BiodieselBR.com - 15 jan 2012 - 20:11 - Última atualização em: 27 fev 2012 - 00:41
No dia 22 de dezembro a Agência de Proteção Ambiental do governo dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) divulgou os números da produção norte-americana de biodiesel em novembro: 408,8 milhões de litros. Com um mês para encerrar a contabilidade oficial de 2011, a produção dos Estados Unidos bateu na marca dos 3,4 bilhões de litros – 30% a mais do que o recorde anterior de 2,6 bilhões de litros de 2008. Isso confirma as previsões anteriores  sobre a produção do país. Mas os números vultosos de agora são apenas parte da história. 

Apesar do bom resultado esse ano, os produtores de biodiesel dos Estados Unidos estão no meio de uma batalha para que o incentivo fiscal de US$ 1 por galão (o equivalente a pouco menos de 3,8 litros) continuem valendo em 2012 – eles expiraram no dia 31de dezembro passado. A mesma coisa aconteceu em 2010 e a produção de biodiesel das usinas norte-americanas despencou praticamente 50% em relação aos níveis de 2009. O medo é que a história se repita em 2012.

Para evitar que algo assim aconteça, a National Biodiesel Board (NBB) – associação que representa os produtores dos Estados Unidos – iniciou uma ofensiva em Washington para convencer os legisladores a aprovar o Biodiesel Tax Incentive Reform and Extention Act que prolonga os incentivos até o final de 2014.

Apesar desse debate ainda estar incerto, em dezembro o EPA decidiu aumentar o consumo compulsório de biodiesel nos Estados Unidos dos atuais 3 bilhões de litros para pouco menos de 3,8 bilhões de litros no ano que vem. E, embora a decisão do patamar de consumo para 2013 tenha sido adiada, o órgão governamental já falou em chegar a 4,84 bilhões de litros dentro de dois anos. As metas anuais de consumo mínimo de combustíveis renováveis são estabelecidas como parte do programa Renewable Fuel Standart (RFS).

Previsivelmente a NBB, lamentou que a EPA não tenha fixado logo os patamares de 2013. “Nossa indústria demonstrou sem qualquer dúvida que pode atender e até superar as metas do programa de maneiras sustentável e a partir de uma matriz diversificada de matérias-primas”, disse a vice-presidente de assuntos federais da NBB, Anne Steckel. “Preferiríamos que o número [da meta do EPA para 2013] já tivesse sido anunciado para que nossas associadas pudessem planejar seus investimentos”, disse acrescentando que o aumento poderia criar milhares de empregos, aumentar a segurança energética do país e reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com