Somatório dos embarques registrados ao longo do 1S supera recorde anterior por margem maior que 6,8%
Encerrada a primeira metade do ano, o Brasil já exportou um tantinho abaixo de 62,8 milhões de toneladas de soja em grão. Esse é um novo recorde. O desempenho do país supera a recorde semestral anterior – registrado em 2020 quando os embarques no 1S foram de 58,8 milhões de toneladas – por uma margem de aproximadamente 6,8%. Foram 4 milhões de toneladas a mais.
Na média dos últimos 10 anos, os embarques do 1S representaram cerca de 65% das exportações em cada ano. Por este percentual, as exportações do ano devem beirar as 96,8 milhões de toneladas – em linha com os 97 milhões de toneladas projetadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Se confirmado, esse volume abriria 12,4% de vantagem sobre os 86,1 milhões de toneladas registrados em 2021. O resultado é um desdobramento quase natural da supersafra na temporada agrícola de 2022/23. Segunda a projeção mais recente da Conab, o Brasil colheu 154,5 milhões de toneladas de soja – crescimento de mais de 23% em relação ao ciclo anterior.
Encerrada a primeira metade do ano, o Brasil já exportou um tantinho abaixo de 62,8 milhões de toneladas de soja em grão. Esse é um novo recorde. O desempenho do país supera a recorde semestral anterior – registrado em 2020 quando os embarques no 1S foram de 58,8 milhões de toneladas – por uma margem de aproximadamente 6,8%. Foram 4 milhões de toneladas a mais.
Na média dos últimos 10 anos, os embarques do 1S representaram cerca de 65% das exportações em cada ano. Por este percentual, as exportações do ano devem beirar as 96,8 milhões de toneladas – em linha com os 97 milhões de toneladas projetadas pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Se confirmado, esse volume abriria 12,4% de vantagem sobre os 86,1 milhões de toneladas registrados em 2021. O resultado é um desdobramento quase natural da supersafra na temporada agrícola de 2022/23. Segunda a projeção mais recente da Conab, o Brasil colheu 154,5 milhões de toneladas de soja – crescimento de mais de 23% em relação ao ciclo anterior.
De volta aos trilhos
Em junho, as exportações do grão somaram 13,8 milhões de toneladas. Isso significa uma contração de 11,6% em relação ao resultado que havia sido apurado durante o mês anterior quando houve um descolamento em relação à curva típica das exportações.
Isso mostra que o mercado continua mais aquecido do que o normal, mas não está se afastando – ao menos não tanto assim – dos trilhos. Na média dos últimos cinco anos, as exportações encolheram 15% entre maio e junho.
Nos próximos meses, as exportações tendem a continuar caindo a medida em que o país avance entressafra adentro, deixando menos margem para surtos exportadores.
Argentina em 2º
A China segue sendo o maior parceiro da sojicultura brasileira absorvendo 9,2 milhões de toneladas – fatia de 66,7% – das exportações brasileiras. Até aí nenhuma grande surpresa. O gigante asiático vem encabeçando a lista dos maiores importadores de soja do Brasil há mais de 20 anos.
A surpresa vem da segunda posição do ranking que foi assumida pela Argentina. No mês passado foram mais de 1,1 milhão de toneladas, o que elevou o total anual para um pouco mais de 3 milhões de toneladas.
Embora tradicionalmente seja o terceiro maior produtor da oleaginosa do mundo – atrás do Brasil e dos Estados Unidos –, a Argentina sofreu uma severa quebra de safra. De 43,9 milhões de toneladas no ciclo 2021/22 para 25 milhões de toneladas na safra atual.
Isso tem levado as esmagadoras argentinas a recorrem à soja brasileira.
Em queda
Mesmo com o país exportando volumes consideráveis, a renda dos exportadores com soja foi a menor desde fevereiro. No total, os ganhos de junho foram de US$ 6,9 bilhões o que, pela cotação média da moeda norte-americana, corresponde a R$ 33,4 bilhões.
O resultado 14,8% mais fraco foi puxado pelo preço menos atraente no mês passado. Em junho, cada tonelada de soja foi exportada por cerca de US$ 500,58.
Desde o começo do ano até agora, os preços médios pagos pelos importadores pela soja brasileira recuaram cerca de 19%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com