Comparação entre dados mais recentes da ANP sobre os preços do biodiesel e o Indexador BiodieselBR mostram que setor tem 4ª semana seguida de resultados negativos
O setor de biodiesel está passando por um aperto. Ele fica visível quando comparamos os números mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços de venda do produto e o Indexador BiodieselBR. Na 27ª semana (27S) do ano – período entre os dias 03 e 09 de julho –, as margens ficaram negativas em preocupantes 19%.
De acordo com o levantamento feito pela agência reguladora, as usinas receberam uma média de R$ 4.034,34 por cada m³ de biodiesel vendido ao longo da semana 27S. Esse valor é R$ 948,36 – cerca de 19% – abaixo do valor apresentado pelo Indexador BiodieselBR, que ficou em R$ 4.982,70 no mesmo período.
Virada para o vermelho
A sorte das usinas começou a mudar na 20S quando o Indexador BiodieselBR – que acompanha variações dos fatores mais relevante na formação dos preços do biodiesel – encerrou o ciclo de baixas que havia se iniciado ainda em novembro de 2022. Nas longo das últimas 7 semanas, o custo de produção avançou quase 45%.
O setor de biodiesel está passando por um aperto. Ele fica visível quando comparamos os números mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre os preços de venda do produto e o Indexador BiodieselBR. Na 27ª semana (27S) do ano – período entre os dias 03 e 09 de julho –, as margens ficaram negativas em preocupantes 19%.
De acordo com o levantamento feito pela agência reguladora, as usinas receberam uma média de R$ 4.034,34 por cada m³ de biodiesel vendido ao longo da semana 27S. Esse valor é R$ 948,36 – cerca de 19% – abaixo do valor apresentado pelo Indexador BiodieselBR, que ficou em R$ 4.982,70 no mesmo período.
Trata-se da pior margem para o produto desde que a ANP passou a divulgar os preços do biodiesel em seu levantamento semanal no começo do ano passado. Antes, o recorde pertencia à 18S de 2022 quando as usinas perderam R$ 676,87 para cada m³ de biodiesel vendido.
Virada para o vermelho
A sorte das usinas começou a mudar na 20S quando o Indexador BiodieselBR – que acompanha variações dos fatores mais relevante na formação dos preços do biodiesel – encerrou o ciclo de baixas que havia se iniciado ainda em novembro de 2022. Nas longo das últimas 7 semanas, o custo de produção avançou quase 45%.
As margens do produto ainda se mantiveram no campo positivo por mais 3 semanas. Foi só na 24S que a indústria virou de vez para o vermelho e vem se mantendo assim ao longo das últimas 4 semanas.
Comparados aos custos, os preços das usinas têm se mantido relativamente estáveis. Desde que encerraram seu ciclo de queda na 23S, o biocombustível subiu apenas 4%. Nas duas últimas semanas, a alta foi de parcos 0,2%.
As margens estão negativas em todas as regiões do país. Segundo a ANP, os preços do biodiesel vão de R$ 3.933,99 o m³ praticados no Sul até R$ 4.252,14 por m³ pagos no Nordeste.
Apesar das usinas estarem segurando seus preços, o biodiesel continua perdendo competitividade em relação ao diesel fóssil. Na última semana, as distribuidoras pagaram uma média de R$ 3.050,58 por m³ de diesel rodoviário.
Dessa forma o biocombustível custou 32,2% mais do que o combustível fóssil. Isso mostra uma tendência de manutenção na distância entre os dois produtos iniciada na 20S, pouco depois do último grande corte aplicado pela Petrobras depois do fim da política de paridade de importação (PPI).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com