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Sócio majoritário da Fiagril é preso pela PF na Operação Terra Prometida


G1 - 27 nov 2014 - 16:15
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O sócio majoritário e presidente do conselho de adminstraçãoda Fiagril foi preso como parte da Operação Terra Prometida. Deflagrada hoje (27) pela Polícia Federal, a operação investiga um esquema de fraudes fundiárias destinado a desviar áreas destinadas à reforma agrária.

Além de ser um dos proprietários da Fiagril, Marino José Franz foi prefeito de Lucas do Rio Verde – município mato-grossense onde a própria Fiagril está instalada – por dois mandatos. Documentos do Ministério Público Federal nos quais a investigação da PF se basearam, indicam que o político e empresário é um dos 13 líderes do esquema.

Entre seus beneficiados dois irmãos do atual ministro da agricultura, Neri Geller.   

Segundo a PF, a organização atua fortemente nas regiões de Lucas do Rio Verde e Itanhangá, a 360 e 447 km da capital, em crimes de invasão de terras da União e contra o meio ambiente. Fazendeiros, empresários e grupos ligados ao agronegócio usam da influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar outras pessoas para obter lotes.

Usavam da força física para invadir terras ou comprar a preço baixo e depois, com o auxílio de servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e de servidores das câmeras de vereadores e das prefeituras desses municípios buscavam regularizar a situação do lote. 

Para a manutenção do comércio ilegal de terras da reforma agrária, a quadrilha teria usado documentos falsos, feito vistorias simuladas, fraudado termos de desistência e até mesmo inserido dados falsos no sistema de informações de Projetos de Reforma Agrária do Incra, permitindo que latifundiários, grupos de agronegócio e até empresas multinacionais ocupassem ilicitamente terras da União destinadas à reforma agrária.

Conforme a PF, o esquema era operado, basicamente, por pessoas ligadas ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itanhangá e ao serviço social da prefeitura municipal daquele município, que elaboravam listas com nomes de 'laranjas' que, em nome de fazendeiros, falsificavam 'cartas de desistência' e declaração de aptidão ao Incra.

Depois disso, servidores do Incra faziam uma vistoria fictícia para comprovar a posse dos 'laranjas', que após cadastrados no sistema do órgão, eram homologados e emitidos na posse. Entretanto, quando o documento do Incra era emitido, o fazendeiro já estava ocupando e produzindo nas parcelas reconcentradas.

A Fiagril é a 15ª maior usina do país com capacidade instalada para fabricar até 202,7 milhões de litros por ano.

Informações do G1 e FolhaMax
Adaptação BiodieselBR.com