Setor aproveita volatilidade causada pela guerra entre EUA e Irã para tentar acelerar avanço na mistura obrigatória
Com a disparada no preço do barril de petróleo deflagrada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, a indústria nacional de biodiesel vem reforçando sua argumentação em defesa da aceleração na adoção do B16. Segundo uma nota divulgada hoje (04) pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), o aumento da mistura seria uma forma de “ampliar a blindagem do Brasil frente à instabilidade internacional”.
De acordo com a Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024), o país já deveria ter avançado para o B16 no último domingo (01). O texto, contudo, condiciona o aumento da mistura acima do patamar de 15% à comprovação de sua “viabilidade técnica”.
Mas foi só no final de outubro que o Ministério de Minas e Energia (MME) oficializou a criação do Subcomitê de Avaliação da Viabilidade Técnica de Misturas de Altos Teores de Biocombustíveis, órgão responsável por conduzir os testes que irão comprovar a segurança de misturas de biodiesel no diesel e de etanol na gasolina em patamares maiores do que os atuais.
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