ANP afirma estar ‘monitorando a situação’, mas não informa se já tem alguma solução em vista e qual ela seria
“A ANP está monitorando a situação.” Essas 6 palavras formam a íntegra da resposta que a equipe da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levou cinco dias para elaborar e encaminhar à reportagem de BiodieselBR.com depois de ter sido questionada – nessa última quarta-feira (08) – sobre como está pensando em resolver o impasse que está se formando em torno das contratações de biodiesel para o segundo bimestre (2B).
No fim março acaba a validade da prorrogação do B10 determinada pela Resolução 12/2022 do CNPE. E, até agora, a cadeia não sabe bem o que vai acontecer em 01 de abril. Em tese, sairíamos do B10 direto para o B15.
Embora essa leitura seja reforçada pelas metas de contratação – fixadas pela ANP em 1,01 milhão de m³ para as distribuidoras –, pouca gente na cadeia considera o salto de 50% de um bimestre para outro realmente viável. Mas, até agora, não há uma solução em vista.
Reclamação
O que motivou o contato com a assessoria da ANP foi que, na semana passada, o executivo de uma distribuidora regional contatou BiodieselBR.com reclamando que a demora na definição da mistura vem emperrando as negociações com os fabricantes. “As usinas não querem nem precificar o produto na base do B10”, disse o profissional de modo informal à nossa redação. A situação se complica mais quando se considera que os contratos têm que ser fechados até o próximo dia 25 de fevereiro e que, nesse meio tempo, termos os feriados de carnaval.
“A ANP está monitorando a situação.” Essas 6 palavras formam a íntegra da resposta que a equipe da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) levou cinco dias para elaborar e encaminhar à reportagem de BiodieselBR.com depois de ter sido questionada – nessa última quarta-feira (08) – sobre como está pensando em resolver o impasse que está se formando em torno das contratações de biodiesel para o segundo bimestre (2B).
No fim março acaba a validade da prorrogação do B10 determinada pela Resolução 12/2022 do CNPE. E, até agora, a cadeia não sabe bem o que vai acontecer em 01 de abril. Em tese, sairíamos do B10 direto para o B15.
Embora essa leitura seja reforçada pelas metas de contratação – fixadas pela ANP em 1,01 milhão de m³ para as distribuidoras –, pouca gente na cadeia considera o salto de 50% de um bimestre para outro realmente viável. Mas, até agora, não há uma solução em vista.
Reclamação
O que motivou o contato com a assessoria da ANP foi que, na semana passada, o executivo de uma distribuidora regional contatou BiodieselBR.com reclamando que a demora na definição da mistura vem emperrando as negociações com os fabricantes. “As usinas não querem nem precificar o produto na base do B10”, disse o profissional de modo informal à nossa redação. A situação se complica mais quando se considera que os contratos têm que ser fechados até o próximo dia 25 de fevereiro e que, nesse meio tempo, termos os feriados de carnaval.
Outros dois executivos do segmento confirmaram o problema à reportagem. “Posso dizer que a indefinição deixa os vendedores mais confortáveis na negociação (...) sinto que [as usinas] estão confiantes no aumento da mistura e, dado o curto período para definição, pode haver menos disponibilidade”, preocupa-se uma fonte ligada à uma distribuidora ativa no mercado do Nordeste.
Já a equipe responsável pela aquisição de biodiesel de uma distribuidora da Região Sul considera “natural” esse movimento de espera. “Tem pressão do lado que quer acelerar a assinatura [dos contratos] e tem cautela do lado que quer aguardar a nova mistura para entender as características (...) contratuais para os próximos períodos”, avalia.
Mas o setor pode ficar tranquilo porque, como BiodieselBR.com já antecipou: “A ANP está monitorando a situação”.
Embora não confirme – e nem negue – diretamente que seus associados estejam tendo problemas para contratar o biodiesel que precisam, a Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom) confirmou estar preocupada com a indefinição. “A Brasilcom está atenta ao tema, uma vez que entende que os produtores de biodiesel não têm possiblidade de aumentar, de forma rápida, sua produção em 50%”, ressaltou a entidade que representa as distribuidoras regionais.
Uma nota encaminhada pela assessoria do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) também mostra preocupação entre as grandes distribuidoras. “O segmento de distribuição aguarda com urgência a definição sobre o percentual no mandato de mistura de biodiesel. (...) A indefinição sobre o percentual a ser adotado a partir de 1º de abril compromete o planejamento de todos os agentes da cadeia”, declara a entidade para quem o ideal seria que as decisões fossem tomadas com pelo menos 90 dias de antecedência. “Para que todas essas etapas sejam cumpridas sem sobressaltos e impactos ao abastecimento nacional e no preço ao consumidor”, completa.
Mesmo os fabricantes não parecem estar ávidos pela volta imediata do B15 sem o devido planejamento. A própria Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) levou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), na semana passada, uma sugestão prevendo o B12 para o próximo bimestre e a chegada do B15 apenas em 2024.
E, em meio a toda essa incerteza, tudo o que o setor tem para se tranquilizar é a garantia de que “a ANP está monitorando a situação”.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com