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Em recuperação: Prisma busca uma saída para crise

Com dívidas que passam dos R$ 50 milhões a fabricante de biodiesel de Sumaré (SP) entrou em recuperação judicial em abril do ano passado

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O último ano não foi nada bom para a Prisma. A empresa do ramo da oleoquímica e trader de glicerina que, em 2018, acabou entrando no setor de biodiesel ao arrendar a usina na cidade paulista de Sumaré que já pertenceu à SP Bio, está em recuperação judicial desde meados de abril de 2022.

A empresa busca sanear dívidas que – em setembro do ano passado – giravam na casa dos R$ 50,4 milhões. Segundo documentação à qual BiodieselBR.com teve acesso, a Prisma somava passivo de 44,5 milhões em moeda nacional além de 4,22 milhões de dólares e 55 mil euros junto a credores privados. Isso sem contar R$ 1,1 milhão em dívidas fiscais e trabalhistas.

Os principais credores da empresa são o Itaú Unibanco, a Caixa Econômica Federal e o Banco Daycoval. O plano da empresa é amortizar cerca de 68% dos valores devidos dentro de 5 anos e liquidar o restante das num prazo que pode chegar até 21 anos.

O último ano não foi nada bom para a Prisma. A empresa do ramo da oleoquímica e trader de glicerina que, em 2018, acabou entrando no setor de biodiesel ao arrendar a usina na cidade paulista de Sumaré que já pertenceu à SP Bio, está em recuperação judicial desde meados de abril de 2022.

A empresa busca sanear dívidas que – em setembro do ano passado – giravam na casa dos R$ 50,4 milhões. Segundo documentação à qual BiodieselBR.com teve acesso, a Prisma somava passivo de 44,5 milhões em moeda nacional além de 4,22 milhões de dólares e 55 mil euros junto a credores privados. Isso sem contar R$ 1,1 milhão em dívidas fiscais e trabalhistas.

Os principais credores da empresa são o Itaú Unibanco, a Caixa Econômica Federal e o Banco Daycoval. O plano da empresa é amortizar cerca de 68% dos valores devidos dentro de 5 anos e liquidar o restante das num prazo que pode chegar até 21 anos.

Parciais

O ano passado foi notoriamente complicado para a indústria de biodiesel que precisou amargar um ano todo de demanda reduzida depois que o governo Bolsonaro cortou a mistura obrigatória para 10%. A expectativa era que o mercado abrisse o ano com B13 e fosse a B14 a partir de março.

Não foi diferente para a Prisma. Até setembro de 2022, a produção da empresa estava 61% menor do que no mesmo período de 2021. Em setembro, Sumaré fabricou parcos 206 kg de biodiesel.

Somando as entregas de biodiesel já reportadas pela ANP, até outubro a Prisma havia comercializado 2,82 milhares de m³ do produto. Caso os resultados de novembro e dezembro não tenham ficado muito distantes da média dos 10 meses anteriores, é possível estimar que o resultado do ano tenha girado em torno dos 3,38 mil m³.

Seria o pior volume registrado pela empresa no mercado de biodiesel

Apesar disso, o ano não parece ter sido perdido para a Prisma. O faturamento da empresa foi de R$ 147,9 milhões de janeiro a setembro, quase 50% maior do que no mesmo período de 2021. De quebra houve avanços importantes nas margens do negócio.

A margem operacional avançou de 0,7% para 2,1% enquanto a margem líquida saiu de -7,8% para 1,2%.

Com isso, o resultado nos três primeiros trimestres de 2022 ficaram positivos em R$ 1,45 milhão contra R$ 6,51 milhões de perdas no período entre janeiro e setembro de 2021.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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