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Às portas do B14, Indexador BiodieselBR se aproxima de mínima histórica

Índice que acompanha as variações nos preços dos principais insumos usados na produção de biodiesel tem se mantido abaixo do valor do diesel desde meados do mês

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Tudo indica que o B14 está chegando numa hora bastante propícia. A poucos dias do prazo final para que distribuidoras e usinas fechem os contratos que irão abastecer o mercado durante o 2º bimestre (2B) de 2024, os custos para a produção de biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR estão perto de sua mínima histórica. De acordo com o índice, nessa terça-feira (20) as usinas teriam que gastar R$ 3.359,71 para ter acesso ao volume de óleo de soja e metanol necessários para poder fabricar 1 m³ de biocombustível – esse valor está cerca de 4% abaixo do valor cobrado pela Petrobras pelo mesmo volume de diesel fóssil.

O valor atual está a menos de 2% de distância de sua mínima histórica de R$ 3.302,68 por m³ que havia sido registrada no último dia 02 de fevereiro. Depois disso, os preços tiveram um repique, mas, depois do dia 13, esse movimento cedeu. Nos últimos 7 dias o indexador acumulou baixa de 5,1%.

Entre essas idas e vindas, o indexador seguiu quase paralelo ao diesel da Petrobras ao longo de todo este bimestre. Entre o dia 01 de janeiro até o dia 20, o indexador custou, em média, R$ 3.483,43 contra R$ 3.501,20 do produto mineral.

Tudo indica que o B14 está chegando numa hora bastante propícia. A poucos dias do prazo final para que distribuidoras e usinas fechem os contratos que irão abastecer o mercado durante o 2º bimestre (2B) de 2024, os custos para a produção de biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR estão perto de sua mínima histórica. De acordo com o índice, nessa terça-feira (20) as usinas teriam que gastar R$ 3.359,71 para ter acesso ao volume de óleo de soja e metanol necessários para poder fabricar 1 m³ de biocombustível – esse valor está cerca de 4% abaixo do valor cobrado pela Petrobras pelo mesmo volume de diesel fóssil.

O valor atual está a menos de 2% de distância de sua mínima histórica de R$ 3.302,68 por m³ que havia sido registrada no último dia 02 de fevereiro. Depois disso, os preços tiveram um repique, mas, depois do dia 13, esse movimento cedeu. Nos últimos 7 dias o indexador acumulou baixa de 5,1%.

Entre essas idas e vindas, o indexador seguiu quase paralelo ao diesel da Petrobras ao longo de todo este bimestre. Entre o dia 01 de janeiro até o dia 20, o indexador custou, em média, R$ 3.483,43 contra R$ 3.501,20 do produto mineral.

Deságio

Embora ainda tenhamos mais alguns dias pela frente, essa não seria a primeira vez que o Indexador BiodieselBR aponta para um deságio entre o biodiesel e diesel de petróleo durante uma semana de fechamento de contratos. O mesmo aconteceu quando foram finalizados os contratos para o 6B de 2023 e o 1B de 2024.

Na média final, o 6B de 2023 teve um deságio que se aproximou dos 8,5%, enquanto no 1B a vantagem se reduziu para 4,1%.

Isso não quer dizer – necessariamente – que o biodiesel esteja de fato custando menos que o diesel de petróleo. O Indexador BiodieselBR não inclui os custos das usinas em seu processo produtivo. Mas ele dá um sinal de que o aumento do percentual de biodiesel de 12% para 14% não deverá ter um impacto tão pronunciado nas bombas.

Originalmente, o aumento da mistura deveria acontecer só em abril e seria menor – de 12% para 13%. Isso mudou em 19 de dezembro passado quando o CNPE aprovou uma resolução acelerando o cronograma de avanços da mistura.

Pelo desenho do atual modelo de comercialização de biodiesel, as usinas e distribuidoras têm até o dia 25 do último mês de cada bimestre para informar à ANP quando biodiesel elas contrataram entre si para o próximo bimestre.

A ANP fixou como as metas de contratação para o 2B em 1,21 milhão de m³ para as usinas e em 1,18 milhão de m³ para as distribuidoras. Essas metas representam aproximadamente 80% do volume que o mercado deverá movimentar no período.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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