Índice que acompanha as variações nos preços dos principais insumos usados na produção de biodiesel tem se mantido abaixo do valor do diesel desde meados do mês
Tudo indica que o B14 está chegando numa hora bastante propícia. A poucos dias do prazo final para que distribuidoras e usinas fechem os contratos que irão abastecer o mercado durante o 2º bimestre (2B) de 2024, os custos para a produção de biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR estão perto de sua mínima histórica. De acordo com o índice, nessa terça-feira (20) as usinas teriam que gastar R$ 3.359,71 para ter acesso ao volume de óleo de soja e metanol necessários para poder fabricar 1 m³ de biocombustível – esse valor está cerca de 4% abaixo do valor cobrado pela Petrobras pelo mesmo volume de diesel fóssil.
Entre essas idas e vindas, o indexador seguiu quase paralelo ao diesel da Petrobras ao longo de todo este bimestre. Entre o dia 01 de janeiro até o dia 20, o indexador custou, em média, R$ 3.483,43 contra R$ 3.501,20 do produto mineral.
Tudo indica que o B14 está chegando numa hora bastante propícia. A poucos dias do prazo final para que distribuidoras e usinas fechem os contratos que irão abastecer o mercado durante o 2º bimestre (2B) de 2024, os custos para a produção de biodiesel medidos pelo Indexador BiodieselBR estão perto de sua mínima histórica. De acordo com o índice, nessa terça-feira (20) as usinas teriam que gastar R$ 3.359,71 para ter acesso ao volume de óleo de soja e metanol necessários para poder fabricar 1 m³ de biocombustível – esse valor está cerca de 4% abaixo do valor cobrado pela Petrobras pelo mesmo volume de diesel fóssil.
O valor atual está a menos de 2% de distância de sua mínima histórica de R$ 3.302,68 por m³ que havia sido registrada no último dia 02 de fevereiro. Depois disso, os preços tiveram um repique, mas, depois do dia 13, esse movimento cedeu. Nos últimos 7 dias o indexador acumulou baixa de 5,1%.
Entre essas idas e vindas, o indexador seguiu quase paralelo ao diesel da Petrobras ao longo de todo este bimestre. Entre o dia 01 de janeiro até o dia 20, o indexador custou, em média, R$ 3.483,43 contra R$ 3.501,20 do produto mineral.
Deságio
Embora ainda tenhamos mais alguns dias pela frente, essa não seria a primeira vez que o Indexador BiodieselBR aponta para um deságio entre o biodiesel e diesel de petróleo durante uma semana de fechamento de contratos. O mesmo aconteceu quando foram finalizados os contratos para o 6B de 2023 e o 1B de 2024.
Na média final, o 6B de 2023 teve um deságio que se aproximou dos 8,5%, enquanto no 1B a vantagem se reduziu para 4,1%.
Isso não quer dizer – necessariamente – que o biodiesel esteja de fato custando menos que o diesel de petróleo. O Indexador BiodieselBR não inclui os custos das usinas em seu processo produtivo. Mas ele dá um sinal de que o aumento do percentual de biodiesel de 12% para 14% não deverá ter um impacto tão pronunciado nas bombas.
Originalmente, o aumento da mistura deveria acontecer só em abril e seria menor – de 12% para 13%. Isso mudou em 19 de dezembro passado quando o CNPE aprovou uma resolução acelerando o cronograma de avanços da mistura.
Pelo desenho do atual modelo de comercialização de biodiesel, as usinas e distribuidoras têm até o dia 25 do último mês de cada bimestre para informar à ANP quando biodiesel elas contrataram entre si para o próximo bimestre.
A ANP fixou como as metas de contratação para o 2B em 1,21 milhão de m³ para as usinas e em 1,18 milhão de m³ para as distribuidoras. Essas metas representam aproximadamente 80% do volume que o mercado deverá movimentar no período.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com