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Usinas terão que fechar 970 mil m³ em contratos de biodiesel no 6B

Metas para os fabricantes superam as dos distribuidores em cerca de 1,2%

BiodieselBR.com 4 min de leitura

O mercado de contratação deverá ser menos movimentado no 6º bimestre (6B). De acordo com as metas que fixadas pela ANP para os dois últimos meses deste ano, o mercado está obrigado a fechar contratos cobrindo um pouco mais de 972,7 milhares de m³ de biodiesel. O volume é 6,9% menor do que no bimestre anterior.

A retração não é inesperada. Grosso modo, ela reflete o comportamento normal do mercado no Brasil. Na média dos últimos 10 anos, as distribuidoras venderam cerca de 9,7% menos diesel no 6B do que haviam vendido no 5B.

Apesar da queda de um bimestre para o outro, o mercado continua mostrando sinais de reaquecimento causado pela volta do B12 em abril passado. Em relação ao 6B de 2022 – quando o teto da meta de contração de biodiesel foi de 810,4 mil m³ –, houve um aumento de 20%.

Distribuidoras em vantagem

No 6B a posição de negociação das distribuidoras deve ficar ligeiramente fortalecida em relação à das usinas. Isso porque os compradores de biodiesel precisam contratar um volume ligeiramente menor do que os fornecedores.

O mercado de contratação deverá ser menos movimentado no 6º bimestre (6B). De acordo com as metas que fixadas pela ANP para os dois últimos meses deste ano, o mercado está obrigado a fechar contratos cobrindo um pouco mais de 972,7 milhares de m³ de biodiesel. O volume é 6,9% menor do que no bimestre anterior.

A retração não é inesperada. Grosso modo, ela reflete o comportamento normal do mercado no Brasil. Na média dos últimos 10 anos, as distribuidoras venderam cerca de 9,7% menos diesel no 6B do que haviam vendido no 5B.

Apesar da queda de um bimestre para o outro, o mercado continua mostrando sinais de reaquecimento causado pela volta do B12 em abril passado. Em relação ao 6B de 2022 – quando o teto da meta de contração de biodiesel foi de 810,4 mil m³ –, houve um aumento de 20%.

Distribuidoras em vantagem

No 6B a posição de negociação das distribuidoras deve ficar ligeiramente fortalecida em relação à das usinas. Isso porque os compradores de biodiesel precisam contratar um volume ligeiramente menor do que os fornecedores.

Pelas contas da ANP, serão 961,1 mil m³. O degrau é de 11,5 mil m³ – 1,2% – fazendo deste o segundo bimestre seguido no qual as usinas precisam colocar mais biodiesel a venda do que os distribuidores estão obrigados a contratar.

Os efeitos desse descompasso, contudo, são limitados. Embora o novo modelo de comercialização de biodiesel obrigue que apenas 80% do produto seja comprado via contratos bimestrais – com os outros 20% podendo ser negociados livremente no mercado spot –; até agora as distribuidoras têm preferido a segurança dos contratos.

Desde que o novo sistema foi implementado no começo de 2022, as distribuidoras fecham contratos que superam suas metas de aquisição bimestrais por uma média de 27,6%. Isso permite estimar que aproximadamente 1,22 milhão de m³ de biodiesel devam ser contratados no 6B.

Dentre os 32 fabricantes que têm metas a cumprir no último bimestre, a maior meta cabe à Be8 (ex-BSBios). A empresa precisará fechar contratos totalizando 122,6 mil m³ de biodiesel – cerca de 12,6% do total. Bem a frente da segunda colocada, a Olfar com 103,3 mil m³ em metas. As metas de nenhuma das outras usinas se aproximam dos dois dígitos de participação.

Do outro lado do balcão, a concentração é ainda maior. A Vibra será responsável por 27% das contratações com 259,1 mil m³. Ipiranga e Raízen têm, respectivamente, 20% e 19,3% das metas do período. Isso coloca 66,1% do mercado de biodiesel nas mãos de apenas três empresas.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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