Segundo pesquisadores da Universidade de Purdue, queda nos custos de produção de proteínas animais colaboram para amortizar eventuais pressões sobre as cotações de óleos e gorduras
As acusações de que a produção de biocombustíveis é um fator de pressão sobre os preços globais dos alimentos podem não estar olhando o quadro completo. Ao menos no que diz respeito ao biodiesel e ao diesel renovável. Essa é uma das conclusões de um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, sob encomenda da Associação Nacional da Soja.
Atualmente, cerca de 43% de todo o óleo de soja consumido nos Estados Unidos vai para a produção de biocombustíveis e as recentes altas nos preços da soja e seus derivados, a polêmica a respeito dos possíveis impactos da indústria de biocombustíveis sobre o mercado de alimentos voltou a ganhar tração.
O novo estudo buscou quantificar esses efeitos sobre os preços de varejo tanto óleo de soja quanto dos alimentos de uma forma mais geral. Isso foi feito construindo um modelo que mensura os efeitos das cotações da soja sobre diferentes itens do mercado de alimentação.
As acusações de que a produção de biocombustíveis é um fator de pressão sobre os preços globais dos alimentos podem não estar olhando o quadro completo. Ao menos no que diz respeito ao biodiesel e ao diesel renovável. Essa é uma das conclusões de um estudo elaborado por pesquisadores da Universidade de Purdue, nos EUA, sob encomenda da Associação Nacional da Soja.
Atualmente, cerca de 43% de todo o óleo de soja consumido nos Estados Unidos vai para a produção de biocombustíveis e as recentes altas nos preços da soja e seus derivados, a polêmica a respeito dos possíveis impactos da indústria de biocombustíveis sobre o mercado de alimentos voltou a ganhar tração.
O novo estudo buscou quantificar esses efeitos sobre os preços de varejo tanto óleo de soja quanto dos alimentos de uma forma mais geral. Isso foi feito construindo um modelo que mensura os efeitos das cotações da soja sobre diferentes itens do mercado de alimentação.
Efeito modesto
Embora confirme que a expansão na produção de biocombustíveis gera pressões sobre os preços, o modelo revelou uma paisagem muito mais matizada do que se supunha inicialmente.
Para começar, o impacto é bastante limitado e seria diluído ao longo da cadeia da indústria de alimentos. Um aumento de 20% no consumo de óleo de soja pelas usinas e biorrefinarias geraria um impacto de 4,4% sobre os óleos usados em saladas e cozimento, 0,8% nas margarinas e de 0,16% sobre óleos de fritura e outros alimentos.
Além disso, parte dessa alta poderia ser compensada com a queda nos preços de proteínas animais. Isso aconteceria porque o maior processamento de soja aumentaria a oferta de farelo e, consequentemente, reduziria os custos de produção dos criadores.
O maior efeito seria no mercado de avicultura com queda de 0,13% nos preços da carne de franco e de 0,16% no dos ovos.
“Isso compensa parcialmente o crescimento dos preços do óleo e da panificação, deixando a porção geral de ‘alimentos residenciais’ do índice de preços ao consumidor essencialmente inalterada”, explica Jason Lusk, chefe de Departamento de Economia Agrícola da Universidade Purdue e um dos autores do estudo. Segundo o pesquisador, o grupo das carnes representa uma parcela maior no índice de preços do que o dos gorduras e óleos.
O resultado da pesquisa pode ser acessado clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com