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Biodiesel exigiu o esmagamento de quase 2 mi ton de soja em julho

Dados disponibilizados pela ANP deixam de foram quase 30 milhões de litros de biodiesel

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Apesar angustiante escassez de soja que vem estrangulando o mercado interno nesses últimos meses, o setor de biodiesel continua demandando quantidades impressionantes da oleaginosa. Só em julho, as usinas demandaram o equivalente em óleo a cerca de 1,95 milhão de toneladas do grão. Trata-se da maior quantidade de soja que o setor já demandou num único mês desde que a ANP passou a acompanhar o mix de matérias-primas das usinas em 2009.

O recorde anterior eram os 1,90 milhão de toneladas registrados em março passado.

E isso porque a ANP não levou em consideração cerca 30 milhões de litros de biodiesel. Enquanto o dado oficial da agência indica que foram fabricados 602 milhões de litros no mês de julho, o painel de matérias-primas contabiliza um pouco menos que 573 milhões de litros.

Supondo que esse volume extra tenha um mix similar ao do biodiesel que foi declarado, a demanda das usinas terá exigido o processamento de 2,05 milhões de toneladas de soja.

Apesar angustiante escassez de soja que vem estrangulando o mercado interno nesses últimos meses, o setor de biodiesel continua demandando quantidades impressionantes da oleaginosa. Só em julho, as usinas demandaram o equivalente em óleo a cerca de 1,95 milhão de toneladas do grão. Trata-se da maior quantidade de soja que o setor já demandou num único mês desde que a ANP passou a acompanhar o mix de matérias-primas das usinas em 2009.

O recorde anterior eram os 1,90 milhão de toneladas registrados em março passado.

E isso porque a ANP não levou em consideração cerca 30 milhões de litros de biodiesel. Enquanto o dado oficial da agência indica que foram fabricados 602 milhões de litros no mês de julho, o painel de matérias-primas contabiliza um pouco menos que 573 milhões de litros.

Supondo que esse volume extra tenha um mix similar ao do biodiesel que foi declarado, a demanda das usinas terá exigido o processamento de 2,05 milhões de toneladas de soja.

Mix

Percentualmente, a soja ficou com 71% do mercado de biodiesel. Os números da ANP indicam a produção de 406,6 milhões de litros de biodiesel a partir dessa fonte de matéria-prima – podendo chegar a 427,4 milhões de litros caso a conta seja feita com base em toda a produção do mês passado.

Com 11,3% do mercado, as matérias-primas desconhecidas mantiveram pelo 6º mês seguido a vice-liderança do mercado embora com uma margem um pouco mais apertada do que em junho quando a percentual foi de 13,2%.

O sebo bovino ficou em terceiro lugar, com 8,2%. Esse número representa uma queda de 1,3 ponto percentual sobre o mês anterior. Esse já é o quinto mês seguido em que a gordura bovina tem participação abaixo de 10% no mix total.

Mas a grande novidade do mês é o crescimento da presença do óleo de palma no mix do setor. Em julho, a partição desse óleo superou a marca de 4% do mercado pela primeira vez na história com produção de 23,1 milhões de litros de biodiesel – também um recorde absoluto. As usinas da Região Nordeste são as que vêm puxando o uso do desta matéria-prima.

Quase 61% do biodiesel feito a partir da palma – 14 milhões de litros – saíram de usinas nordestinas, sendo que a Bahia representou 12,4 milhões de litros desse total.

Desde o começo do ano, já foram fabricados 88,3 milhões de litros de biodiesel feito com óleo de palma. Esse volume representa 2,5% do total fabricado nos primeiros sete meses deste ano. O Nordeste mantém a liderança nesse segmento com 72,8% do biodiesel de palma fabricado naquela região.

Graças ao bom desempenho da palma, o conjunto das matérias-primas minoritárias atingiu 8,3% de participação no mercado de biodiesel. É a maior fatia de mercado para o conjunto desde novembro passado, quando um erro – jamais corrigido pela ANP – mostrou o óleo de milho com 22,2% de participação.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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