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Biodiesel foi o destino do óleo de metade da soja esmagada no Brasil em 2021

Óleo consumido pelas usinas no ano passado correspondeu ao esmagamento de aproximadamente 23,5 milhões de toneladas de soja em grão

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A produção de biodiesel foi o destino do equivalente em óleo à metade da quantidade de soja que foi esmagada no Brasil ao longo de 2021. Dados das ANP indicam que, no ano passado, as usinas absorveram um pouco mais de 4,9 milhões de m³ de óleo de soja. O valor é recorde e representa um aumento de cerca de 4,8% sobre o número do ano anterior – cerca de 4,68 milhões de m³ de óleo de soja virarem biodiesel em 2020.

Esse volume equivale a aproximadamente 4,47 milhões de toneladas de óleo o que – considerando teor de óleo de 19% – pode ser traduzido em 23,5 milhões de toneladas de soja em grão. É quase exatamente a metade da estimativa mais recente divulgada pela Abiove. De acordo com a entidade que reúne as principais empresas processadoras de oleaginosas do país, foram esmagadas 47 milhões de toneladas de soja no ano passado.

Em 2009 – dado mais antigo disponibilizado pela ANP – a quantidade de óleo de soja consumido pela indústria de biodiesel equivalia ao esmagamento de 6 milhões de toneladas o grão. Esse valor representou cerca de 19,7% da soja esmagada no Brasil.

A produção de biodiesel foi o destino do equivalente em óleo à metade da quantidade de soja que foi esmagada no Brasil ao longo de 2021. Dados das ANP indicam que, no ano passado, as usinas absorveram um pouco mais de 4,9 milhões de m³ de óleo de soja. O valor é recorde e representa um aumento de cerca de 4,8% sobre o número do ano anterior – cerca de 4,68 milhões de m³ de óleo de soja virarem biodiesel em 2020.

Esse volume equivale a aproximadamente 4,47 milhões de toneladas de óleo o que – considerando teor de óleo de 19% – pode ser traduzido em 23,5 milhões de toneladas de soja em grão. É quase exatamente a metade da estimativa mais recente divulgada pela Abiove. De acordo com a entidade que reúne as principais empresas processadoras de oleaginosas do país, foram esmagadas 47 milhões de toneladas de soja no ano passado.

Em 2009 – dado mais antigo disponibilizado pela ANP – a quantidade de óleo de soja consumido pela indústria de biodiesel equivalia ao esmagamento de 6 milhões de toneladas o grão. Esse valor representou cerca de 19,7% da soja esmagada no Brasil.

O peso da atividade do setor de biodiesel para as esmagadoras vem se expandindo desde então.

72%

O óleo de soja representou aproximadamente 72,1% da produção nacional de biodiesel do ano passado. Alta de 0,6 ponto percentual sobre a fatia registrada em 2020. Trata-se da maior participação da soja em cinco anos.

A dominância do óleo de soja entre as matérias-primas que abastecem os fabricantes de biodiesel esteve um pouco abalada nos últimos anos. Desde que as matérias-primas desconhecidas – um conjunto de óleos e gorduras que a ANP agrega sob o nome ‘outros materiais graxos’ – passou a aparecer nas estatísticas de forma significativa.

Até 2015, a maior percentagem das matérias-primas desconhecidas havia sido de 2,4%. Em 2016, ela saltou para 4% e vem avançando desde então. No ano passado, elas ficaram em segundo lugar com 11,4% do mercado total com volume de 775,7 mil m³.

Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná lideram o uso desse tipo de matérias-primas.

Já o sebo bovino que, até 2019, havia ocupado a vice-liderança do setor viu sua participação se reduzir para 7,7%. Não foi só a participação relativa do sebo que diminuiu. O volume de biodiesel fabricado a partir da gordura bovina vem recuando nos últimos anos. De 707,6 mil m³ em 2018 para 524 mil m³ no ano passado.

O óleo de palma (2,45%) e a gordura suína (1,96%) completam o topo do ranking. Respectivamente, foram fabricadas 169,2 e 133,3 milhares de m³ a partir dessas duas matérias-primas em 2021. A palma chama a atenção por estar em ascensão nos anos mais recentes. Apenas três anos atrás, a presença deste óleo do mix de matérias-primas do setor costumava ficar abaixo de 1%.

A palma tem capturado porções relevantes do mercado especialmente na Bahia onde a produção a partir deste óleo superou a marca dos 110 mil m³. Já a gordura suína é usada principalmente no Rio de Janeiro, onde teve consumo pouco menor que 50,2 mil m³

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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