Em abril parcela do biodiesel fabricado a partir do óleo de soja passou dos 75,2%
O óleo de soja voltou a superar a marca dos 75% de participação na matriz de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel pela primeira vez em três anos e meio. Segundo o novo conjunto de dados divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês de abril cerca de 75,2% do biodiesel foi fabricado a partir do grão.
A última vez que essa barreira havia sido atingida foi em abril de 2017, quando o percentual ficou cravado nos 75%. Um número maior que o atual não era registrado desde outubro de 2016.
O óleo de soja voltou a superar a marca dos 75% de participação na matriz de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel pela primeira vez em três anos e meio. Segundo o novo conjunto de dados divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês de abril cerca de 75,2% do biodiesel foi fabricado a partir do grão.
A última vez que essa barreira havia sido atingida foi em abril de 2017, quando o percentual ficou cravado nos 75%. Um número maior que o atual não era registrado desde outubro de 2016.
Depois de 2016, a matriz de óleos e gorduras utilizadas pelo setor mudou de forma consistente graças à consolidação das ‘matérias-primas desconhecidas’ (que entram nos relatórios da ANP sob o nome ‘outros materiais graxos’) como a terceira fonte mais comum para a produção de biodiesel no Brasil.
Nos últimos três anos, as desconhecidas vêm se mantendo na faixa de 10,5% da demanda do setor. Esse movimento de perda do peso relativo da soja vem se revertendo ao longo deste ano com o mercado voltando a ficar mais dependente do óleo de soja.
Em abril, a participação do óleo de soja superou, pela primeira vez neste ano, a média do consumo mensal relativo que vinha apresentando nos últimos cinco anos – 2015 a 2019. A curva típica do setor mostra que, em abril, a fatia da soja deveria ficar em 74,1%.
Se o mercado mantiver seu comportamento usual, a soja ainda deverá continuar ganhando espaço no mês que vem para, então, começar a declinar.
Alta com decréscimo
Apesar desse aumento de três pontos percentuais, a quantidade de soja consumida pelo setor caiu substancialmente.
Em março a produção de biodiesel de soja havia sido de 395,6 milhões de litros. A maior já registrada desde que a ANP passou a compilar os dados sobre esse mercado. Em abril, o volume caiu para 66,2 milhões de litros, chegando a 329,4 milhões de litros devido ao impacto da Covid-19 sobre o mercado.
Com isso, o impacto da produção de biodiesel sobre o setor de esmagamento de soja também caiu. Um mês antes, a indústria absorveu o equivalente em óleo a 1,89 milhão de toneladas do grão; agora essa demanda recuou para menos de 1,58 milhão de toneladas.
Segundo lugar
O avanço relativo da soja aconteceu sobretudo deslocando as matérias-primas desconhecidas que recuaram de 11,6% para menos 9,8%. Apesar da perda de espaço, as desconhecidas seguem – pelo terceiro mês seguido – na vice-liderança do mercado.
Não há informação suficientemente detalhada sobre 42,9 milhões de litros de biodiesel. Esse nível de produção foi o mais baixo desde agosto de 2018.
Nesse meio tempo, o sebo bovino até recuperou um pouco de espaço indo de 8,4% para 8,6% do mercado. Contudo, a demanda real foi igualmente afetada pela redução na atividade das usinas.
Em abril a produção de biodiesel de sebo ficou em 37,8 milhões de litros, esse é o menor volume fabricado desde março de 2017.
Entre as matérias-primas minoritárias, a maior mudança ficou com a gordura suína que teve seu quarto melhor resultado em toda história, com 2,5% de participação na produção das usinas e uma produção de 11,2 milhões de litros.
Com os aumentos das fatias reservadas ao sebo e à gordura suína, a participação das gorduras animais chegou a 11,8% da produção total representando um pouco mais de 51,6 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com