Soja

Farelo de soja segue fraco com demanda menor e pressão do biodiesel


Agrinvest - 03 nov 2016 - 12:25

O esmagamento de soja no combinado de Argentina, Brasil e os EUA registrou recuo em setembro para 10 milhões de toneladas, queda de 4% em relação ao mês anterior. Pelo lado da oferta, a queda se dá pela falta de produto no Brasil e ausência de vendas de produtores na Argentina. Já pelo lado da demanda, a queda no esmagamento se dá pelo pequeno programa de exportação na América do Sul nesse momento e pelo fraco início de temporada nos EUA.

Dois pontos principais explicam a demanda fraca.

Concorrência do farelo com produtos substitutos como o dried distilers grains (DDG). Após a imposição da tarifa antidumping de 33,8% sobre o preço do DDG importado pela China, o DDG americano mergulhou mais de 20%. Hoje o ponto de proteína do DDG nos EUA custa metade comparado ao farelo de soja.

Além disso, para mercado tem utilizado mais trigo nas rações em substituição do milho, reduzindo a necessidade de proteína na formulação.

Biodiesel

Além desses pontos, há o aumento dos programas de biodiesel no Brasil, Argentina e nos EUA. Nos EUA, dados de produção de biodiesel em agosto mostram crescimento de 19% na produção de biodiesel no acumulado do ano com 3,34 milhões de toneladas fabricadas até o momento. Na Argentina o quadro se repete, com aumento de produção no ano.

Já no Brasil, há a expectativa para o ano que vem quando o B8 for implantado em março em atendimento à Lei 13.263/2016.

Na maior parte dos casos, as indústrias repassam a melhor remuneração, quando há, para a compra da matéria-prima. A consequência imediata é o aumento do volume de farelo e pressão nos prêmios.

Em outubro, os basis do farelo no Brasil recuaram US$ 18 por tonelada, US$ 15 na Argentina e US$ 5 nos EUA.