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Uso da colza pela indústria de biodiesel alemã dispara no inverno

Ufop MP_Alemanha_260214Estudo da Ufop aponta para um crescimento substancial no consumo de óleo de colza pelos fabricantes de biodiesel da Alamenha durante o inverno.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Na indústria de biodiesel, as matérias-primas podem variar bruscamente dependendo, dentre outros fatores, do clima. Um estudo recém-divulgado sobre o consumo de matérias-primas da Alemanha mostra que, durante o inverno, a dependência da indústria de biodiesel em relação ao óleo de colza – oleaginosa aparentada da canola – cresce substancialmente. 

Elaborado pela Union zur Förderung von Oel-und Proteinpflanzen (Ufop) –principal entidade representativa dos produtores de biodiesel na Alemanha –, o estudo analisou amostras coletadas em 60 postos espalhados pelo país em novembro passado para determinar qual o mix de matérias-primas vem sendo utilizado pela indústria. Esse documento é, na verdade, uma revisão de um levantamento publicado durante o verão europeu.

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Na indústria de biodiesel, as matérias-primas podem variar bruscamente dependendo, dentre outros fatores, do clima. Um estudo recém-divulgado sobre o consumo de matérias-primas da Alemanha mostra que, durante o inverno, a dependência da indústria de biodiesel em relação ao óleo de colza – oleaginosa aparentada da canola – cresce substancialmente. 

Elaborado pela Union zur Förderung von Oel-und Proteinpflanzen (Ufop) –principal entidade representativa dos produtores de biodiesel na Alemanha –, o estudo analisou amostras coletadas em 60 postos espalhados pelo país em novembro passado para determinar qual o mix de matérias-primas vem sendo utilizado pela indústria. Esse documento é, na verdade, uma revisão de um levantamento publicado durante o verão europeu. 

A colza é a matéria-prima mais consumida em ambas estações. Contudo, o percentual usado no inverno é bem superior ao dos meses mais quente do ano. No verão europeu, pouco mais de metade do biodiesel fabricado na Alemanha (53%) foi confeccionado à base de colza. No inverno, esse patamar subiu para 89%.

Naturalmente, com essa elevação as demais matérias-primas utilizadas pela indústria de biodiesel alemã acabaram por ter suas participações reduzidas. O óleo de soja, por exemplo, teve sua participação reduzida de 11% para 1% no inverno europeu [ver gráficos]. O mesmo aconteceu com o óleo de palma e o de coco, cujos usos apresentaram quedas de, respectivamente, 21% e 5% entre as duas estações.

CPFF
A explicação para uma maior ou menor aplicação de determinadas matérias-primas no verão e no inverno está relacionada à questão do ponto de entupimento do filtro a frio (CFPP, na sigla em inglês). Ele determina a que temperatura o biodiesel pode se solidificar – processo que pode provocar problemas graves nos motores e contratempos para postos e distribuidores.

O CPFF depende muito da matéria-prima usada. Os óleos extraídos da palma e do coco têm uma propensão maior a contribuir para a solidificação do biodiesel do que o óleo de colza. Daí, o fato de os alemães preferirem fabricar biodiesel com essa matéria-prima no inverno.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
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