PUBLICIDADE
padrao padrao
Negócio

Petróleo volta a subir após recuar 7% ontem à menor cotação em uma semana


UOL - 21 mai 2026 - 09:21

O petróleo volta a subir hoje após recuar ontem, com idas e vindas das negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra entre os dois países, que já dura quase três meses, provocando impactos na produção e no fornecimento da principal fonte de energia da economia mundial.

O que aconteceu

Petróleo volta a subir nesta quinta-feira. O contrato do barril de petróleo do tipo Brent, referência internacional, é cotado por volta das 8h a US$ 107,56, alta de 2,4% ante ontem.

Preços recuaram ontem para menor valor em uma semana. O contrato do barril Brent para julho recuou mais de 7%, a US$ 104, com a reação positiva do mercado à informação de que o presidente americano, Donald Trump, decidiu suspender a ofensiva contra Irã a pedido de Emirados Árabes, Arábia Saudita e Qatar, mas disse que Washington está pronto para atacar se Teerã não aceitar um acordo.

Navios ainda transitam de forma limitada pelo Estreito de Hormuz. As passagens confirmadas de navios pela rota na costa iraniana subiram ontem para dez, ante quatro no dia anterior. A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica informou que 26 travessias estavam em curso após autorização e coordenação com autoridades iranianas, segundo monitoramento da plataforma de informações de logística marítima, Kpler.

Fluxo segue muito inferior à movimentação anterior à guerra. Antes da guerra, mais de 150 navios costumavam atravessar o Estreito de Hormuz, transportando diariamente 20% do fornecimento mundial de petróleo.

“Apesar de sinais de que a movimento melhora marginalmente, o acesso segue condicionado, politicamente gerido e sujeito a interrupções repentinas caso a coordenação falhe”, diz Ana Subasic, analista da Kpler MarineTraffic

Guerra impacta oferta mundial de petróleo. A AIE (Agência Internacional de Energia), que reúne os maiores consumidores do mundo, revisou a projeção de fornecimento da commodity para 2026, prevendo uma retração de 3,9 milhões de milhões de barris por dia (bpd), ante a projeção anterior de queda de 1,5 milhão de bpd.