Certificação emitida pela ISCC atesta que o QAV coprocessado fabricado pela refinaria fluminense atende às exigências do Corsia
O Brasil já tem seu primeiro player no mercado de combustível sustentável de aviação (SAF) do Corsia – o esquema da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, em inglês) que pretende reduzir as emissões de carbono do setor de aviação e entrará em sua fase obrigatória a partir de janeiro de 2027. O certificado foi emitido pela International Sustainability & Carbon Certification (ISCC) em nome da Refinaria de Duque de Caxias, que faz parte do sistema Petrobras.
No final de maio, a Petrobras obteve aval da ANP para que a Reduc possa processar querosene de aviação (QAV) com conteúdo renovável. Na tecnologia desenvolvida pela Petrobras, a refinaria processa ao mesmo tempo cargas de petróleo misturadas com uma fração de óleos e gorduras renováveis – o chamado coprocessamento.
Isso resulta em um produto quimicamente idêntico ao QAV de origem fóssil, que pode ser usado em aeronaves não modificadas.
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