Selo Combustível Social

Biodiesel aumenta renda de assentamentos da reforma agrária


BiodieselBR.com - 22 jan 2015 - 09:32 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Desde que nasceu Fábio Wilson Gottens, 30 anos, vive no campo, em Jataí (GO). Os pais cultivavam soja e milho. Com o objetivo de dar continuidade à produção familiar, Fábio viu uma oportunidade de alavancar o negócio ao conhecer o Programa Nacional de Biodiesel do Governo Federal. É com a venda da matéria-prima para a fabricação de combustível renovável que vem boa parte da renda que sustenta a família. 

“Assim que começou essa história de biodiesel nós já iniciamos a venda. É um grande incentivo. A gente tem a garantia de um preço melhor para o produto”, conta.

Casado e pai de uma menina de cinco anos, Fábio afirma que a vida melhorou muito. Com uma propriedade de 30 hectares no assentamento Rio Paraíso, a 40 quilômetros do município de Jataí, o agricultor já financiou uma colheitadeira e uma plantadeira pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Agora, planejamos financiar um trator para potencializar ainda mais a produção das safras”, explica.

A família também cultiva milho como segunda safra. O agricultor explica que a plantação é feita após o ciclo da soja e por isso é conhecida como “safrinha”. O milho é transformado em fubá e posteriormente comercializado pelos Programas Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e de Aquisição de Alimentos (PAA). 

Ao todo, Fábio consegue colher de 50 a 60 sacas de soja por hectare e de 100 a 120 sacas de milho. “Eu e minha família, meus pais, meus irmãos sempre vivemos da agricultura familiar. A gente tira toda a nossa renda em cima da nossa produção, é o nosso ganha-pão”, afirma. 

Infraestrutura 
O Assentamento Rio Paraíso abriga aproximadamente 165 famílias com propriedades de 30 hectares cada. Com máquinas da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) doadas pelo Governo Federal ao município de Jataí, as vias de acesso internas e externas do assentamento foram recuperadas.  “Isso melhorou muito nosso percurso. Uma parte da estrada ainda é de chão, mas as estradas estão bem melhores depois da manutenção”, avalia. 

Tássia Navarro - MDA