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Pinhão-manso é "decepção"


Edição de Out / Nov de 2011 - 15 out 2011 - 16:24 - Última atualização em: 25 jan 2012 - 17:37
D1 Oils, uma das empresas que mais investiu no cultivo da Jatropha curcas, admitiu problemas com a planta

Fábio Rodrigues, de São Paulo

Uma das referências globais em pinhão-manso, a D1 Oils admitiu que a oleaginosa tem se mostrado uma “decepção”. Na década passada, a jatropha provocou euforia entre os investidores por sua promessa de produzir grandes quantidades de óleo em solos considerados marginais. A cultura atraiu uma grande quantidade de empresas que trabalharam para fazê-la decolar.

Entre essas pioneiras, a D1 Oils foi uma das estrelas. Entretanto, as ações da empresa na bolsa de Londres, Inglaterra, despencaram para 1,8 ponto no final de setembro depois de atingirem um pico de 565 pontos em 2005.

A corretora Hardman & Co publicou um relatório intitulado “Planta com nome ruim”, onde acompanha o mal desempenho das empresas desse mercado. Segundo o analista da Hardman, Doug Hawkins, foi preciso apenas dez anos para que o pinhão-manso perdesse a condição de prodígio para “ver seu nome sujo entre os investidores”.

Mas ainda dá para ver a luz no fim do túnel. Mesmo reconhecendo que o desempenho até agora foi decepcionante, o presidente da D1 Oils, Steven Rudofsky, garantiu que o “paradigma do pinhão-manso está começando a realizar seu potencial, ainda que de forma mais lenta do que o inicialmente imaginado” e que o mercado espera um crescimento sólido nos próximos anos. A declaração foi dada durante uma reunião na qual a companhia anunciou uma correção em sua estratégia de negócios – a mais recente de uma sequência de modificações ao longo dos anos.