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Notas: importação, futuro e Soyminas


Edição de Ago / Set de 2010 - 15 ago 2010 - 14:36 - Última atualização em: 22 dez 2011 - 17:07


CONSUMO - Importação recorde de diesel

A importação de óleo diesel bateu recordes históricos em abril. Pela primeira vez a entrada do combustível ultrapassou a marca de 1 bilhão de litros em um mês. Este tem sido um ano atípico em termos de consumo de diesel, reflexo da recuperação da economia depois da crise de 2009. A Petrobras está investindo na ampliação de seu parque de refino de petróleo para que o país se torne auto-suficiente na produção de diesel. Por conta das obras, a produção do combustível acumulou queda de 3% nos quatro primeiros meses do ano. Também contribuiu para o aumento das importações a queda nos preços internacionais do óleo diesel.


FUTURO - Produção 850% maior?

O aumento da produção de biodiesel virou uma das metas do governo para o ano do bicentenário da independência brasileira. O Plano Estratégico Brasil 2022 prevê multiplicar a produção de biodiesel em nada mais nada menos que sete vezes. Os 12 bilhões de litros de biodiesel anuais elevariam a participação de fontes renováveis na matriz energética do país de 45,9% para 48,1%. O governo só não explicou como alcançará essa meta e quais oleaginosas além da soja poderão entrar na cadeia produtiva.


USINA - O fim da Soyminas

Primeira usina de biodiesel a operar comercialmente no Brasil, a Soyminas teve sua licença de operação cancelada pela ANP no início de junho. Inaugurada em 2005 em Cássia (MG), com a presença do presidente Lula e da ex-ministra Dilma Rousseff, a empresa nunca chegou a produzir com regularidade e desde a inauguração mal chegou a produzir 500 mil litros de biodiesel. Um fim melancólico para a primeira usina a receber a autorização da ANP.


CONFERÊNCIA - Maior evento empresarial

Será realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em São Paulo, a sexta edição da Conferência BiodieselBR. O evento vai reunir mais de 20 palestrantes para discutir os possíveis caminhos para o B10. Representantes de usinas, distribuidoras, fornecedores de insumos, indústria automobilística e instituições de pesquisa estarão contribuindo com diferentes pontos de vista. Seis áreas estarão no centro dos debates, com foco no aumento do percentual de mistura: cadeia produtiva, preço do biodiesel, marco regulatório, matérias-primas alternativas, montadoras, novos mercados e a inclusão social.