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Palmas para a Vale


BiodieselBR.com - 25 ago 2007 - 12:29 - Última atualização em: 20 jan 2012 - 11:41
Mineradora faz grandes investimentos no plantio de palma para produzir biodiesel em larga escala

Alice Duarte, de Curitiba

A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, anunciou oficialmente no final de junho sua entrada no setor de biodiesel. Por meio de um consórcio com a Biopalma da Amazônia S.A. serão investidos US$ 500 milhões no projeto, que envolve o plantio de dendê e a produção do biocombustível – serão US$ 305 milhões de responsabilidade da Vale e US$ 195 milhões de contrapartida da Biopalma. Será cultivada uma área de 60 mil hectares degradados da floresta Amazônica, na região de Belém, no Pará.

A usina terá capacidade de produção estimada em 160 milhões de litros por ano. Em 2020, quando o projeto atingir sua maturidade, a Vale estima poder extrair 500 mil toneladas de óleo de dendê – 41% do óleo produzido será transformado em biodiesel e os 59% restantes serão da Biopalma, que poderá vendê-lo para quem pagar melhor, geralmente as indústrias dos setores alimentício e de cosméticos.

O objetivo é produzir de forma sustentável nos três pilares: ambiental, social e econômico. O consórcio promete fazer inclusão social no campo, gerando 6 mil empregos diretos e beneficiando 2 mil famílias de agricultores familiares da região.


Verticalização

Com produção 100% verticalizada, a companhia não vai disputar mercado com outras usinas do país, pois sua produção será toda destinada ao consumo próprio. A Vale é dona da segunda maior malha ferroviária do Brasil, com 10 mil quilômetros, e consome em sua frota 544 milhões de litros de diesel por ano.

Em 2014, a companhia passará a utilizar o B20 (mistura de 20% de biodiesel no diesel de petróleo) para abastecer as locomotivas da Estrada de Ferro Carajás e máquinas de grande porte nas minas de Carajás, no Estado do Pará. Segundo cálculos da empresa, com a produção própria ela terá uma economia de até US$ 150 milhões por ano somente com a diferença entre o custo de produção do biodiesel e o preço do diesel na bomba.

A diversificação e a eficiência de sua matriz energética fazem parte da estratégia da companhia de reduzir custos e emissões associados ao consumo de combustíveis fósseis. A empresa tem visão de longo prazo e está testando a tecnologia de trens bicombustíveis, que utilizam gás natural e diesel/biodiesel.