Entrevista: Francisco Barreto, presidente da Bionasa

Francisco Barreto, presidente da Bionasa Combustível Natural S.A., avalia a dinâmica do mercado de biodiesel no Brasil e incendeia as discussões sobre os leilões da ANP, o Selo Combustível Social e a Ubrabio

Alice Duarte, de Curitiba

Os obstáculos ainda são muitos, mas o setor de biodiesel no Brasil, na avaliação de Francisco Barreto, presidente da Bionasa Combustível Natural S.A., está enfim dando sinais de consolidação. Ele avalia que a crise econômica fará uma seleção natural e nesse novo ambiente só sobreviverão as empresas mais profissionais e capitalizadas. Apesar da delicada situação da Brasil Ecodiesel e da Agrenco, ele acredita que há empresas preparadas para atender a atual demanda interna de biodiesel.
Francisco Barreto

Francisco Barreto

A Bionasa, construída em Porangatu, no interior de Goiás, tem previsão para começar a operar em dezembro, com capacidade anual para 200 milhões de litros, volume que poderá dobrar no ano que vem, com a continuidade dos investimentos em parceria com a companhia britânica Trading Emissions PLC (TEP). A usina vai iniciar a produção de biodiesel a partir de girassol e soja, e pretende futuramente adicionar o pinhãomanso (que está sendo plantado no norte de Goiás), além do dendê, que Barreto espera viabilizar através de um projeto de reflorestamento em áreas degradadas da Amazônia. O suprimento de matérias-primas passa antes pelo desafio de capacitar os agricultores dos novos assentamentos. Para ele, a inclusão social, da forma como está sendo feita pelo governo, se tornou um peso difícil para o empresário carregar sozinho. Nesta entrevista, Barreto também questiona o preço mínimo do litro do biodiesel nos leilões da ANP e a idoneidade da União Brasileira dos Produtores de Biodiesel (Ubrabio).

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