Volume vendido em abril ficou 2,4% mais baixado do que no ano passado aprofundando tendência iniciada em março
Já não é mais apenas um escorregão pontual. Pelo segundo mês seguido, a demanda de diesel ficou no vermelho. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril foram reportadas vendas de 4,96 milhões de m³. Essa quantidade é 2,4% menor do que em abril de 2021. Em março – após revisão – a contração foi de 1,2%, o que parace ser o início de uma tendência de queda.
Apesar da redução nas vendas do óleo diesel, que é o derivado mais importante para o mercado nacional com participação de 45% do total, a ANP registrou aumento de 2,6% na comercialização de combustíveis em geral na comparação anual. A alta foi puxada pela gasolina e pelo querosene de aviação – crescimento de, respectivamente, 517 mil e 139 mil m³.
Já não é mais apenas um escorregão pontual. Pelo segundo mês seguido, a demanda de diesel ficou no vermelho. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em abril foram reportadas vendas de 4,96 milhões de m³. Essa quantidade é 2,4% menor do que em abril de 2021. Em março – após revisão – a contração foi de 1,2%, o que parace ser o início de uma tendência de queda.
Tudo computado, as vendas diesel do primeiro quadrimestre estão na cada dos 19,9 milhões de m³. Esse volume ainda é um pouco – 2,1% – maior do que o registrado no mesmo período de 2021. Até fevereiro, no entanto, a vantagem sobre o ano passado era de 6,6%.
Apesar da redução nas vendas do óleo diesel, que é o derivado mais importante para o mercado nacional com participação de 45% do total, a ANP registrou aumento de 2,6% na comercialização de combustíveis em geral na comparação anual. A alta foi puxada pela gasolina e pelo querosene de aviação – crescimento de, respectivamente, 517 mil e 139 mil m³.
Todos os demais produtos acompanhados pela agência – etanol hidratado, gasolina de aviação, GLP, óleo combustível e querosene comum – tiveram queda nas vendas.
Localizada
No caso do diesel, a contração não foi exatamente um movimento nacional. Os estados das regiões Norte e Sul foram os grandes responsáveis pelo movimento.
Nas outras regiões, a demanda apresentou até um ligeira crescimento como no caso do Sudeste onde as vendas avançaram cerca de 2,7%.
Olhando mais a fundo, Rio Grande do Sul e Paraná tiveram os piores resultados. Apenas nesses dois estados, o tombo nas vendas de diesel chegou a quase 213 mil m³, o que dá uma contração de 11% na demanda de ambos.
Esse comportamento é consistente com um menor consumo de diesel pelo setor agrícola. Ambos os estados tiveram quebras significativas em suas safras de soja. De acordo com a Conab, a colheita paranaense deste ano ficou 39% abaixo da realizada na temporada passada, enquanto os agricultores gaúchos amargaram queda de 53% na produção.
Rio Grande do Sul e Paraná são, respetivamente, o segundo e terceiro maiores produtores de soja do país.
Biodiesel
E mesmo com a queda nos dos últimos meses, a produção de biodiesel não tem sido suficiente para acompanhar a demanda. Descontadas os 90 mil m³ de diesel marítimo que foram comercializados, a demanda por B100 ficou em 487,1 mil m³.
Isso quer dizer que ficaram faltando quase 9,3 mil m³ para fechar as contas do mês. De janeiro a abril, as usinas fabricaram 35,3 mil m³ de biodiesel a menos do que precisariam para atender integralmente a demanda.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com