Crescimento nas exportações de óleo de soja entre junho e julho beirou os 18%
O Brasil voltou ao mercado de óleo de soja em julho. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no mês passado, quase 208 mil toneladas do derivado saíram do país, o que faz deste o melhor resultado mensal para o produto nos últimos 12 meses. Um ano atrás – em julho de 2023 – cerca de 213,7 mil toneladas do produto nacional foram enviadas ao exterior.
Naquele período, o Brasil vivia os últimos meses de um surto exportador alimentado, por um lado, pela política de redução da mistura obrigatória que reduziu a demanda no mercado doméstico, aumentando os excedentes exportáveis e, por outro, pela quebra da safra 2022/23 da Argentina, que abriu oportunidades para a indústria nacional.
Nada parecia apontar para uma retomada das exportações de óleo de soja. Além de uma colheita menos favorável este ano, em março tivemos a implementação do B14.
E, até agora, o mercado vinha se comportando de acordo. De janeiro a junho, o Brasil tinha vendido um pouco menos que 648,3 mil toneladas de óleo de soja, menos da metade do volume registrado no primeiro semestre (1S) do ano anterior e mais ou menos em linha com os números que vinham sendo apresentados antes do corte no mandato de biodiesel.
O Brasil voltou ao mercado de óleo de soja em julho. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no mês passado, quase 208 mil toneladas do derivado saíram do país, o que faz deste o melhor resultado mensal para o produto nos últimos 12 meses. Um ano atrás – em julho de 2023 – cerca de 213,7 mil toneladas do produto nacional foram enviadas ao exterior.
Naquele período, o Brasil vivia os últimos meses de um surto exportador alimentado, por um lado, pela política de redução da mistura obrigatória que reduziu a demanda no mercado doméstico, aumentando os excedentes exportáveis e, por outro, pela quebra da safra 2022/23 da Argentina, que abriu oportunidades para a indústria nacional.
Nada parecia apontar para uma retomada das exportações de óleo de soja. Além de uma colheita menos favorável este ano, em março tivemos a implementação do B14.
E, até agora, o mercado vinha se comportando de acordo. De janeiro a junho, o Brasil tinha vendido um pouco menos que 648,3 mil toneladas de óleo de soja, menos da metade do volume registrado no primeiro semestre (1S) do ano anterior e mais ou menos em linha com os números que vinham sendo apresentados antes do corte no mandato de biodiesel.
De quebra, esse aumento chega num momento em que, normalmente, os vendedores nacionais começam a se retrair. Nos últimos 5 anos, as exportações foram crescentes ao longo do 1S até atingirem seu pico em junho. Depois disso, o mercado entra numa descendente até se estabilizar a partir de outubro.
Considerando o comportamento médio do mercado, a expectativa seria de uma queda de 32,5% no volume de óleo exportado, e não de uma alta de quase 49%.
A fonte dessa demanda adicional de um mês para o outro foi a Ásia – especialmente China (+98,3%) e Bangladesh (+130,5%). Os dois países aumentaram suas compras de óleo brasileiro em mais de 20 mil toneladas cada um. Apesar disso, com mais de 94,6 mil toneladas, a Índia manteve o topo do pódio como principal destino do nosso óleo. Entre junho e julho, no entanto, o crescimento da demanda indiana foi mais modesto, uma alta de 8,1 mil toneladas – cerca de 9,4%.
Mais dinheiro
E com mais óleo saindo, temos mais dinheiro entrando. Foram US$ 196,7 milhões em julho. Trata-se do melhor resultado desde agosto do ano passado e um pouco acima do valor médio mensal – em dólares – apurado pelos exportadores.
Convertido para reais, esse montante beira os R$ 1,1 bilhões. Com uma ajudinha do câmbio, essa foi a primeira vez que o mercado de óleo de soja bateu a marca de um bilhão de reais em exportações no último ano.
Já os preços em dólares pagos pelos importadores não têm variado muito. Desde junho do ano passado, as cotações do óleo brasileiro vêm caminhando de lado – com exceção de um curto período de maior turbulência entre dezembro de 2023 e março de 2024.
Em julho, o valor médio ficou em US$ 946,80 – menos de um dólar de diferença sobre a média de junho.
Outros óleos e gorduras
Além do óleo de soja, os exportadores voltaram a aumentar seus embarques de sebo bovino e de óleos e de gorduras residuais (OGRs). No total, saíram 30,4 mil toneladas dessas duas matérias-primas do Brasil em julho – alta de 17,7% sobre o mês anterior. Quebrado por matéria-prima, temos: 25,4 mil toneladas de sebo e mais de 5 mil toneladas de óleo residual embarcados.
Embora os números para o sebo não sejam suficientes para encher os olhos, esse foi o terceiro melhor mês para as exportações de óleo residual da história do país, sendo que os dois primeiros foram abril e maio deste ano com, respectivamente, 6 e 5,9 mil toneladas.
Os mercados internacionais de sebo e de OGRs ainda são bastante novos para o Brasil e atendem à demanda da indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos, que tem incentivos para produzir com matérias-primas consideradas residuais. Em julho, o mercado norte-americano foi o destino de 27,8 mil toneladas – 91,7% – do sebo e óleo residual exportados pelo Brasil.
Ambos os produtos renderam um pouco menos que US$ 29,1 milhões – cerca de R$ 161,2 milhões – aos exportadores.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com