Unidade de refino de petróleo localizada em Cubatão (SP) se torna a quarta do país com capacidade de coprocessamento de óleo vegetal
A Petrobras está avançando em seu plano de aumentar a oferta do diesel R – produto que já sai de fábrica com uma parcela renovável – no mercado brasileiro. Nessa terça-feira (08), a estatal obteve uma nova autorização na qual a ANP dá permissão para a petroleira passar a fabricar esse novo combustível na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). Já são quatro das 11 refinarias da estatal autorizadas a ofertar diesel R.
Localizada na cidade de Cubatão (SP), a RBPC é a 7ª maior refinaria do país com uma capacidade para processar quase 24,5 mil m³ por dia de petróleo.
De acordo com o documento que foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União, só uma das duas unidades de hidrotratamento de diesel do complexo poderá fabricar diesel R. A chamada U-32313, cuja capacidade nominal é de 11 mil m³ ao dia, vai poder a acrescentar até 10% de óleo vegetal às frações de petróleo que processar.
Usando as mesmas regras que a ANP adota para calcular a capacidade instalada nas plantas de biodiesel, o percentual de óleo vegetal que a RPBC poderá adicionar a seu diesel seria equivalente à produção de uma usina de 396 mil m³ anuais. É o suficiente para disputar de igual para igual com a Cofco de Rondonópolis (MT) – 11ª maior usina de biodiesel do país.
A Petrobras está avançando em seu plano de aumentar a oferta do diesel R – produto que já sai de fábrica com uma parcela renovável – no mercado brasileiro. Nessa terça-feira (08), a estatal obteve uma nova autorização na qual a ANP dá permissão para a petroleira passar a fabricar esse novo combustível na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC). Já são quatro das 11 refinarias da estatal autorizadas a ofertar diesel R.
Localizada na cidade de Cubatão (SP), a RBPC é a 7ª maior refinaria do país com uma capacidade para processar quase 24,5 mil m³ por dia de petróleo.
De acordo com o documento que foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União, só uma das duas unidades de hidrotratamento de diesel do complexo poderá fabricar diesel R. A chamada U-32313, cuja capacidade nominal é de 11 mil m³ ao dia, vai poder a acrescentar até 10% de óleo vegetal às frações de petróleo que processar.
Usando as mesmas regras que a ANP adota para calcular a capacidade instalada nas plantas de biodiesel, o percentual de óleo vegetal que a RPBC poderá adicionar a seu diesel seria equivalente à produção de uma usina de 396 mil m³ anuais. É o suficiente para disputar de igual para igual com a Cofco de Rondonópolis (MT) – 11ª maior usina de biodiesel do país.
A RPBC tem ainda uma segunda unidade de hidrotratamento de diesel (U-22313) que tem capacidade para processar outros 6 mil m³ por dia. Ao menos por enquanto, ela não tem autorização para fabricar diesel R.
Somando as autorizações que a Petrobras já tem para fabricar diesel R nas refinarias Getúlio Vargas, Alberto Pasqualini e Gabriel Passos, a petroleira poderia produzir até 3.104 m³ diários de combustível renovável. São quase 1,12 milhão de m³ por ano.
Coprocessamento
Embora tenha desenvolvido essa tecnologia que permite o coprocessar petróleo junto com óleo vegetal há muitos anos, o processo – chamado H-Bio – nunca chegou a ver a luz do dia. Criado para ajudar a reduzir o teor de enxofre no óleo diesel, sua produção foi descontinuada ainda em 2007 por não se sustentar financeiramente.
Foi só em meados de 2020 que a Petrobras voltou a mostrar entusiasmo pelo diesel R e passou incluí-lo em seus planos de longo prazo.
Na atualização mais recente do Plano de Negócios da petroleira há indicação de investimento de US$ 600 milhões em biorrefino. Isso inclui tanto a ampliação da capacidade de coprocessamento das refinarias convencionais como a construção de uma biorrefinaria totalmente dedicada à produção de diesel verde e bioquerosene de aviação em Cubatão.
Como parte dessa nova estratégia, a Petrobras pressionou – em mais de uma ocasião – o governo federal a incluir o diesel R no mandato do biodiesel. A mais recente dessas manobras foi no fim do governo Bolsonaro, quando o Ministério de Minas e Energia (MME) chegou a apresentar proposta nesse sentido ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Mais recentemente, a Petrobras vem mudando de estratégia e pedindo a criação de um mandato adicional ao do biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com