Índice que acompanha os principais custos de produção do biodiesel vem sustentando níveis de preços desde o final da primeira quinzena de março
Se a chegada do B14 aconteceu num momento bastante favorável no qual o grosso dos custos produção das usinas estava em níveis bastante favoráveis em relação ao preço do diesel, no bimestre seguinte temos uma situação inversa. Na semana em que distribuidoras e fabricantes têm que apresentar seus contratos para o período do 3º bimestre (3B) para a ANP, o Indexador BiodieselBR está cerca de 12,7% acima do valor do diesel nas refinarias da Petrobras.
Nessa terça-feira (22), o Indexador BiodieselBR apontava que as usinas precisariam desembolsar R$ 3.957,26 para se abastecerem com o óleo e o metanol necessários para fabricar um metro cúbico de biodiesel. Já o preço médio do diesel mineral nas refinarias estava em R$ 3.507,00. Uma diferença de R$ 450,26 a favor do derivado.
Essa diferença não chega a ser fora dos padrões do setor. Desde que o mercado de biodiesel migrou de leilões público para o atual sistema de contratação na virada de 2021 para 2022, a diferença média entre os ambos é de R$ 782,83 a favor do diesel mineral. A maior distância foi registrada em 05 de março de 2022 quando o índice para o biodiesel estava em R$ 7.741,96 e o diesel estava em R$ 3.615,40.
Se a chegada do B14 aconteceu num momento bastante favorável no qual o grosso dos custos produção das usinas estava em níveis bastante favoráveis em relação ao preço do diesel, no bimestre seguinte temos uma situação inversa. Na semana em que distribuidoras e fabricantes têm que apresentar seus contratos para o período do 3º bimestre (3B) para a ANP, o Indexador BiodieselBR está cerca de 12,7% acima do valor do diesel nas refinarias da Petrobras.
Nessa terça-feira (22), o Indexador BiodieselBR apontava que as usinas precisariam desembolsar R$ 3.957,26 para se abastecerem com o óleo e o metanol necessários para fabricar um metro cúbico de biodiesel. Já o preço médio do diesel mineral nas refinarias estava em R$ 3.507,00. Uma diferença de R$ 450,26 a favor do derivado.
Essa diferença não chega a ser fora dos padrões do setor. Desde que o mercado de biodiesel migrou de leilões público para o atual sistema de contratação na virada de 2021 para 2022, a diferença média entre os ambos é de R$ 782,83 a favor do diesel mineral. A maior distância foi registrada em 05 de março de 2022 quando o índice para o biodiesel estava em R$ 7.741,96 e o diesel estava em R$ 3.615,40.
O ano de 2022 foi mesmo o de maior descolamento, com o Indexador se mantendo 30,1% acima do diesel na média. No ano passado, os valores se aproximaram para 9,3% e, este ano, a média se reduziu para 4,1%.
Deságio
Desde meados de agosto passado os valores do diesel e do Indexador BiodieselBR vinham seguindo trajetórias bastante aderentes, com mais de um momento em que o custo do biodiesel poderia – potencialmente – ficar abaixo do custo do diesel mineral para as distribuidoras.
Tivemos períodos relativamente prolongados deságio entre outubro e novembro de 2023 e entre fevereiro e março último.
O vento mudou de direção ainda na primeira quinzena de março. O Indexador BiodieselBR que abriu aquele mês 5,4% abaixo do preço do diesel, virou para o campo positivo no dia 05 do mês e fechou a primeira quinzena custando 11,9% mais do que a alternativa fóssil.
Esse ímpeto altista, no entanto, parece ter atingido um platô. Do começo da segunda quinzena do mês passado até agora, o Indexador tem variado numa faixa entre R$ 3.811,00 e 4.042,73.
A meta de contratação das distribuidoras para 3B é de 1,21 milhão de m³ de biodiesel um pouco acima dos 1,18 que as usinas estão obrigadas a vender. Pelas regras do modelo, é preciso apresentar os contratos até essa próxima quinta-feira (25).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com