Margens do setor de biodiesel avançam no campo negativo na 13S
Os fabricantes de biodiesel têm tido dificuldades para fechar as contas. Desde a virada do ano, as margens do setor têm estado sob pressão crescente, mas, agora, entraram de vez no campo negativo. De acordo com o mais recente levantamento da ANP, entre os dias 23 e 29 de março cada metro cúbico vendido pelas usinas rendeu, em média, R$ 5.077,65 para as usinas. Isso está cerca de R$ 178,21 – -3,4% – abaixo do que seria necessário para cobrir os custos com as matérias-primas usadas para fabricar essa mesma quantidade de biodiesel.
O balanço é feito com base no Indexador BiodieselBR – indicador desenvolvido por BiodieselBR.com para acompanhar mudanças no custo de produção do biodiesel no Brasil. O índice leva em conta variações nas cotações do óleo de soja e do metanol sem, no entanto, considerar outros custos envolvidos no processo de produção.
Já na semana anterior, a comparação apontava para uma situação pouco favorável para as usinas, com o balanço ficando cerca de R$ 48,30 no vermelho.
A situação se agravou na última semana. Isso mesmo com as usinas encerrando o ciclo de baixas que havia se iniciado na 8ª semana do ano (8S). Entre a 12S e a 13S, o preço pago pelo biodiesel subiu cerca de 0,8%, indo para R$ 5.077,65 por m³ enquanto o Indexador BiodieselBR registrou alta de 3,3%, ficando cotado em R$ 5.255,86 por m³.
O motivo é a Guerra no Irã. O conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz vêm afetando de uma forma bastante direta as cotações internacionais do metanol e, de forma indireta, as dos óleos vegetais.



