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Importações de óleos e gorduras dispararam em 2020

Volume de importação dos principais óleos e gorduras mais do que dobrou em 2020

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Para compensar a falta de soja em seu mercado interno, o Brasil precisou importar uma quantidade recorde de óleos e gorduras em 2020. Segundo dados compilados por BiodieselBR.com do balanço oficial das contas externas mantido pelo Ministério da Economia, as importações dos quatro tipos de óleos de gorduras mais relevantes – girassol, palma, sebo bovino e soja – ultrapassaram a merca das 455 mil toneladas.

O custo para manter o mercado brasileiro abastecido de óleos e gorduras foi de US$ 337,3 milhões. A alta nos dispêndios foi de 174,3% em relação ao ano anterior.

Para compensar a falta de soja em seu mercado interno, o Brasil precisou importar uma quantidade recorde de óleos e gorduras em 2020. Segundo dados compilados por BiodieselBR.com do balanço oficial das contas externas mantido pelo Ministério da Economia, as importações dos quatro tipos de óleos de gorduras mais relevantes – girassol, palma, sebo bovino e soja – ultrapassaram a merca das 455 mil toneladas.

O custo para manter o mercado brasileiro abastecido de óleos e gorduras foi de US$ 337,3 milhões. A alta nos dispêndios foi de 174,3% em relação ao ano anterior.

Embora tenha havido aumento nas importações de todos os quatro produtos, o grande destaque ficou com o óleo de soja cujas importações se multiplicaram por quatro, chegando a 196,7 mil toneladas. Sozinho, o derivado da soja representou mais de 43% do total de importações.

As importações de óleo de soja em 2020 foram as segundas maiores no histórico, atrás apenas das 223,1 mil toneladas registradas em 1998. Nos casos do óleo de girassol (60 mil toneladas) e do sebo bovino (94,6 mil toneladas), as importações foram recorde. Já as importações de óleo de palma foram de 103,7 mil toneladas praticamente igualando o recorde de 2018, quando as importações foram de 109,3 mil toneladas.

Mais da metade das importações se concentraram no último trimestre do ano. Entre outubro e dezembro, praticamente 259,6 mil toneladas de óleo entraram no país, sendo que quase 160 mil toneladas desse total apenas de óleo de soja.

Em meados de novembro, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) liberou o setor de biodiesel para operar usando matérias-primas importadas.

Necessidade

A alta nas importações foi uma reação ao desabastecimento do mercado interno. No ano passado, o Brasil exportou perto de 83 milhões de toneladas de soja em grão praticamente esgotando a oferta do grão para o mercado interno.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), na virada de 2020 para 2021, os estoques brasileiros de soja estavam reduzidos a 19 mil toneladas.

Para garantir o abastecimento da indústria nacional, tiveram que ser importadas 822 mil toneladas de soja em grão por US$ 273,6 milhões. O Paraguai foi o principal fornecedor do mercado nacional com 723 mil toneladas.

Já no caso dos óleos e gorduras acabados, a Argentina foi o maior fornecedor para o mercado brasileiro com embarques de praticamente 220 mil toneladas pelos quais o país pagou aproximadamente US$ 176,3 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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