Unidade construída originalmente pela Agrenco foi adquirida em julho de 2019 pela Fênix Biodiesel
Mais uma usina de biodiesel inativa está se preparando para voltar ao mercado. Originalmente construída pela Agrenco, a unidade industrial de Alto Araguaia (MT) está sendo recondicionada com a previsão de retomar a produção até o final deste ano. A planta deve passar a operar com o sugestivo nome de Fênix.
Embora não apareça na lista de instalações produtoras de biocombustíveis em processo de construção e ampliação mantida pela ANP, a informação sobre a reativação iminente de Alto Araguaia já vinha circulando há alguns dias pelo setor. Desde que postagens sobre a manutenção da planta divulgadas por funcionários de uma certa Fênix Biodiesel começaram a aparecer em redes sociais.
BiodieselBR.com apurou que a Fênix é dirigida pelo empresário e político mato-grossense, Fábio Paulino Garcia, e ligada ao grupo empresarial de Eloi Vitorio Marchett. Contatado pela reportagem, Fábio contou que a empresa assumiu o complexo depois de um leilão judicial acontecido em julho de 2019 e que a meta é retornar Alto Araguaia a sua antiga forma com esmagamento de soja, produção de farelo e óleo, fabricação de biodiesel e cogeração de eletricidade.
Mais uma usina de biodiesel inativa está se preparando para voltar ao mercado. Originalmente construída pela Agrenco, a unidade industrial de Alto Araguaia (MT) está sendo recondicionada com a previsão de retomar a produção até o final deste ano. A planta deve passar a operar com o sugestivo nome de Fênix.
Embora não apareça na lista de instalações produtoras de biocombustíveis em processo de construção e ampliação mantida pela ANP, a informação sobre a reativação iminente de Alto Araguaia já vinha circulando há alguns dias pelo setor. Desde que postagens sobre a manutenção da planta divulgadas por funcionários de uma certa Fênix Biodiesel começaram a aparecer em redes sociais.
BiodieselBR.com apurou que a Fênix é dirigida pelo empresário e político mato-grossense, Fábio Paulino Garcia, e ligada ao grupo empresarial de Eloi Vitorio Marchett. Contatado pela reportagem, Fábio contou que a empresa assumiu o complexo depois de um leilão judicial acontecido em julho de 2019 e que a meta é retornar Alto Araguaia a sua antiga forma com esmagamento de soja, produção de farelo e óleo, fabricação de biodiesel e cogeração de eletricidade.
“Não estamos operando. A gente ainda está no período de fazer os investimentos preparatórios, mas queremos chegar ao mercado até o final do ano”, diz indicando que a relativa demora para que o projeto saísse do papel se deveu a demora no processo burocrático para que o novo dono assumisse as instalações. A decisão de entrar no setor de biodiesel surgiu para aproveitar uma “boa oportunidade” que se abriu quando a usina foi leiloada. “Esse é uma planta verticalizada de primeira linha que está perto de áreas produtoras [de soja] e tem uma escala de produção capaz de fazer com que ela seja bastante competitiva. Também temos a ferrovia dentro da usina o que nos permite embarcar nossos produtos direto para o Sudeste”, elogia.
Embora a empresa não comente os investimentos feitos na usina, de acordo com a imprensa local o ativo de Alto Araguaia foi arrematado por R$ 40,5 milhões. De acordo com o Fábio, a unidade poderá de esmagar até 3 mil toneladas de soja por dia e fabricar cerca de 235 mil m³ de biodiesel por ano – a mesma capacidade que a usina tinha nos tempos da Agrenco. “Nós não mudamos a capacidade dela”, completa.
Agrenco
Embora tenha chegado a contar com todas as autorizações exigidas para operar, a usina de Alto Araguaia nunca chegou a participar ativamente do mercado produzindo apenas pequenas quantidades de biodiesel somente em julho de 2008 e abril de 2010. Depois disso, ela foi desativada.
Com a falência da Agrenco, seus ativos no segmento de biodiesel acabaram ficando dormentes. Resultado disso, Alto Araguaia – única planta que a empresa chegou realmente a finalizar – perdeu suas autorizações em maio de 2014.
Outro dos ativos da Agrenco – a usina de Caarapó (MS) – também está sob nova direção. Adquirida pela Lar Cooperativa Agroindustrial que colocou R$ 219 milhões no negócio, a unidade deve voltar ao mercado até setembro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com