Embora não tenha participado do mercado durante o primeiro bimestre, fabricante instalada em Canoas já está com contratos fechados
O receio do setor de que a Bianchini pudesse estar preparando seu desembarque do negócio de biodiesel pode ter sido prematura. Foi o que informou à BiodieselBR.com o diretor corporativo do grupo empresarial Gustavo Bianchini. Segundo ele, a empresa continua no ramo.
Uma eventual saída da Bianchini do negócio não seria um golpe pequeno para o setor.
A empresa é dona da 10ª maior usina de biodiesel do país – na cidade de Canoas (RS) – com capacidade instalada para fabricar até 414 mil m³ por ano. Desde que entrou no mercado, em 2012, tem operado com razoável regularidade. No ano passado, a Bianchini foi a 12ª maior produtora de biodiesel do país com 218,2 mil m³ fabricados o que equivale a 3,2% do total do período.
Suspeita
Dois fatos levaram o mercado a suspeitar da vontade da Bianchini de se afastar do setor. O primeiro deles foi a falta de interesse do grupo em vender biodiesel no primeiro bimestre de 2022.
O receio do setor de que a Bianchini pudesse estar preparando seu desembarque do negócio de biodiesel pode ter sido prematura. Foi o que informou à BiodieselBR.com o diretor corporativo do grupo empresarial Gustavo Bianchini. Segundo ele, a empresa continua no ramo.
Uma eventual saída da Bianchini do negócio não seria um golpe pequeno para o setor.
A empresa é dona da 10ª maior usina de biodiesel do país – na cidade de Canoas (RS) – com capacidade instalada para fabricar até 414 mil m³ por ano. Desde que entrou no mercado, em 2012, tem operado com razoável regularidade. No ano passado, a Bianchini foi a 12ª maior produtora de biodiesel do país com 218,2 mil m³ fabricados o que equivale a 3,2% do total do período.
Suspeita
Dois fatos levaram o mercado a suspeitar da vontade da Bianchini de se afastar do setor. O primeiro deles foi a falta de interesse do grupo em vender biodiesel no primeiro bimestre de 2022.
Dentre as 27 fabricantes de biodiesel com metas volumétricas a cumprir, a Bianchini foi a única que optou for não participar da estreia do mercado pós-leilões. Pelas novas regras, a usina de Canoas teria que vender 32,9 mil m³ entre janeiro e fevereiro.
Outras sete unidades – algumas das quais do topo do mercado – deixaram de atender à meta imposta pela ANP e, por isso, ficaram de fora do mercado spot. Mas nenhuma delas chegou nem perto de zerar a oferta.
Não bastasse isso, a empresa ainda não aderiu ao novo modelo de tributação do biodiesel. No último dia 16, a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul informou a Confaz de 8 das 9 usinas de biodiesel habilitadas para operar no estado estavam aderindo ao Convênio ICMS 206/2021. A única exceção: a Bianchini.
Ativa
Segundo Gustavo, a opção por ficar de fora do mercado de biodiesel se deveu a dúvidas sobre o novo sistema de comercialização. Primeiro por conta dos preços o que levou a empresa a preferir exportar o óleo de soja do que fabricar biodiesel. “Nossa empresa tem a exportação da soja e seus derivados em seu DNA”, resume o executivo acrescentando que a situação deve mudar a partir do mês que vem. “Já fechamos alguns contratos com as distribuidoras”, informa sem antecipar o volume vendido.
A meta de contratação da empresa para o segundo bimestre foi calculada pela ANP em 32,2 mil m³. Isso faz dela a 9ª maior do país.
Além da volta ao mercado, Gustavo também antecipou que a Bianchini já comunicou à Sefaz-RS sua decisão de aderir ao novo modelo tributário para o setor de biodiesel. “Já fizemos o pedido, estamos aguardando o retorno deles”, afirmou.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com