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Agrenco demite 108 dos 120 funcionários que mantinha na fábrica de Alto Araguaia


Jornal ComTexto - Alto Araguaia - 13 nov 2011 - 18:23 - Última atualização em: 29 fev 2012 - 12:13
Alegando falta fluxo de caixa para os pagamentos dos salários futuros, a Agrenco de Alto Araguaia demitiu nesta sexta-feira (11/11), 108 funcionários, de acordo com informações de fontes de dentro da empresa. Dos cerca de 120 funcionários que a empresa vinha mantendo há pelo menos dois anos e outros 23 que contratou desde que começou a funcionar, no mês de junho último, apenas 12 ficaram.

Os cerca de 12 funcionários  mantidos pela empresa, fora  distribuídos entre os principais setores responsáveis pelo funcionamento da Fábrica como Caldeira, Preparação e RH, entre eles quatro engenheiros. Setores vitais.

Seis dos funcionários demitidos de acordo com as regras tinham estabilidade de dois anos. Eles pertenciam à CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), recém eleitos. O ex-funcionário, no entanto, não soube informar se a Comissão recém eleita já havia sido registrada. Estando, seus integrantes deverão receber o que reza a regra.

“Rodar, rodar, nunca rodou continuamente, nesse tempo se a fábrica rodou trinta dias diretos foi muito, ” revelou o ex-funcionário. “Ali tinha gente que veio da Coinbra, onde estavam em situação estável e agora está na rua,” desabafou.

Ainda segundo ex-funcionários, a empresa vinha diminuindo o ritmo de produção e esmagando apenas a soja que tinha armazenada, devido a dificuldade de comprar o produto, o que só vinha sendo feito a vista por conta da falta de crédito.

Em princípio a fábrica, que passou a funcionar depois de muitas tentativas, produziria apenas o óleo vegetal a partir do soja e o biodiesel a partir do soja, algodão, mamona e amendoim. Este último teria a exportação como uma de suas finalidades. Já o óleo vegetal seria distribuído para consumo interno do país.

Nesses pouco mais de quatro meses, a fábrica esmagou apenas soja e produziu farelo, não gerou os cento e cinquenta empregos previstos, mas mantinha um quadro aproximado, onde os cerca de cento e vinte funcionários de forma direta, geravam um custo estimado  em torno de R$ 300 mil. Desses funcionários apenas 12, continuarão na folha de pagamento da empresa de acordo com o que a reportagem apurou.

O complexo de Alto Araguaia tem capacidade anual para esmagar 900 mil toneladas de soja e produzir 630 mil toneladas de farelo de soja, além de 176 mil toneladas de óleo de soja e seria o único do Brasil com producão integrada e tecnologia que permite flexibilidade para a produção de diversos tipos de farelos, óleos vegetais, biodiesel, alem de energia eletrica, de acordo com a demanda.

Outra empresa, que essa fonte não soube informar qual é estaria interessada em assumir o complexo da Agrenco no município, e já teria até feito contato com alguns  funcionários recém demitidos.
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