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3Tentos: Lucro líquido ajustado cresceu 38,7% no 1T, para R$ 84,2 milhões


Valor Econômico - 06 mai 2022 - 08:24

A 3Tentos, empresa com sede em Santa Bárbara do Sul (RS) que atua nos segmentos de insumos e grãos (originação e processamento), “driblou” os efeitos da seca que derrubou a colheita gaúcha de soja, colheu os frutos dos investimentos em curso em Mato Grosso e aproveitou a alta de preços e da demanda por seus produtos para encerrar o primeiro trimestre com forte avanço em seus principais indicadores.

O lucro líquido ajustado da companhia alcançou R$ 84,2 milhões de janeiro a março, 38,7% mais que em igual intervalo de 2021. O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 36,6% na comparação, para R$ 96,1 milhões – a margem Ebitda caiu 1,6 ponto, para 7,5% –, e a receita líquida registrou incremento de 65,5%, para R$ 1,273 bilhão.

Como a empresa abriu o capital na B3 no ano passado, disse Maurício Hasson, CFO da 3Tentos, os resultados alcançados no trimestre também foram importantes para a relação da empresa com os investidores. “Nosso modelo de negócios foi colocado à prova, e podemos dizer que passou com louvor”, afirmou Hasson ao Valor, em referência à diversificação de segmentos de negócios e áreas geográficas de atuação que ganhou força nos últimos anos.

E a diversificação continuou no primeiro trimestre. Com Capex de R$ 123 milhões no período, foram inauguradas mais duas revendas de insumos em Mato Grosso – agora são três no Estado –, e obras da nova fábrica de processamento de soja e produção de biodiesel no município de Vera, no “nortão” mato-grossense, tiveram prosseguimento. Em junho, a unidade já terá fluxo para armazenagem, e o processamento em si deverá ter início no segundo semestre de 2023.

Será destinada a Vera boa parte dos R$ 230 milhões em investimentos previstos pela 3Tentos até o fim do ano. Mas, com esses recursos, também será concluída a ampliação da planta industrial localizada em Cruz Alta (RS) e serão inauguradas cinco novas lojas no Rio Grande do Sul até dezembro.

No segmento de insumos, a receita líquida da empresa cresceu 28,2% na comparação entre os primeiros trimestres, para R$ 373,8 milhões, e o lucro bruto ajustado aumentou 61,7%, para R$ 78,3 milhões. Os elevados preços de fertilizantes e defensivos colaboraram para os avanços, mas, particularmente em defensivos, pesou o início das vendas em Mato Grosso. “O Estado já foi responsável por 15% das vendas no segmento de insumos”, disse Hasson.

No segmento de grãos, cujos preços estão nas alturas, os bons resultados obtidos com a comercialização de trigo ofuscaram a debacle da quebra da safra gaúcha de soja. A receita líquida teve alta de 237,2%, para R$ 328,7 milhões, e o lucro bruto ajustado subiu 308,7%, para 36,7 milhões. Neste segundo trimestre o milho começa a ganhar força nas vendas, mas os reflexos da safrinha recorde do cereal que está se desenvolvendo nos campos serão mais agudos de julho a setembro.

No segmento de indústria, finalmente, a receita líquida cresceu 50,1% de janeiro a março, para 570,7 milhões, e o lucro bruto ajustado foi 31,4% maior (R$ 84,8 milhões). Segundo Hasson, nessa frente o avanço veio sobretudo pelo volume de farelo de soja comercializado e pelos bons preços do biodiesel.

Fernando Lopes – Valor Econômico