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RenovaBio

RenovaBio: Oleoplan renova certificação, Bianchini volta ao programa


BiodieselBR.com - 17 jul 2026 - 17:51

O setor de biodiesel fez novas movimentações no mercado de CBios. Ao longo desta semana dois fabricantes – a Oleoplan e a Bianchini – obtiveram novas certificações para duas de suas unidades produtivas. No total, duas empresas aumentaram a capacidade máxima de oferta de CBios do setor de biodiesel em cerca de 303 mil unidades por ano; o equivalente a 2,3% de tudo o que o setor pode emitir.

O maior acréscimo veio da Bianchini, cuja usina de biodiesel em Canoas (RS) estava fora do programa desde que sua última certificação atingiu o limite de validade em abril de 2024. Com os números do novo certificado aprovado pela ANP, a usina gaúcha poderá emitir 1 CBio a cada 1.613 litros de biodiesel que comercializar.

https://www.biodieselbr.com/noticias/regulacao/rbio/renovabio-bianchini-adere-ao-programa-e-oleoplan-revisa-certificacao-de-iraquara-190421

Isso coloca seu teto de oferta em 256,7 mil CBios por ano, caso a empresa consiga operar a toda carga. O número é bem melhor do que a certificação anterior que permitia emissão de até 171,6 mil CBios por ano. Entre um certificado e outro, a empresa conseguiu elevar a fração de biodiesel elegível para o programa de 27,4% para 44,6%.

Já a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) da planta teve uma ligeira redução indo de 45,5 para 41,9 gCO2eq/MJ. O número expressa quantas gramas de gás carbônico deixam de ser emitidas quando o biodiesel fabricado pela Bianchini substitui o diesel mineral.

Mantido o valor médio de R$ 23,20 pelo qual os CBios foram negociados nos pregões da B3 da última semana, o mercado de carbono do RenovaBio poderia render à Bianchini uma receita adicional de até R$ 5,95 milhões.

Oleoplan

A mudança da certificação da Oleoplan de Lucas do Rio Verde (MT) foi mais modesta com a empresa elevando a capacidade de oferta da usina de 153,6 para 199,9 mil CBios por ano.

A empresa tinha uma certificação válida até setembro de 2028, mas optou por antecipar a renovação para poder elevar o percentual do biodiesel que fabrica que pode ser computado para lastrear a emissão de CBios de 28,2% para 36,2%. Já a NEEA teve uma melhoria mínima indo de 81,0 para 81,4 gCO2eq/MJ.

https://www.biodieselbr.com/noticias/regulacao/rbio/oleoplan-certifica-usina-de-lucas-do-rio-verde-no-renovabio-150925

No fim, a usina passa a poder emitir um CBio a cada 1.014 litros de biodiesel contra 1.319,3 do certificado anterior.

A renda extra que a Oleoplan poderá auferir do mercado de CBios a partir da produção de Lucas do Rio Verde se aproxima dos R$ 4,64 milhões. Somando os CBios que podem ser gerados pelas outras quatro usinas certificadas do grupo, a Oleoplan pode faturar perto de R$ 54,5 milhões com a venda dos créditos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com{/viewonly}