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Potencial reduz presença no mercado de descarbonização do RenovaBio

Nova certificação da usina de biodiesel em Lapa (PR) terá capacidade de emissão de CBios 14% inferior à atual

BiodieselBR.com 3 min de leitura

A Potencial Biodiesel vai reduzir sua participação no mercado de CBios. Dona da maior usina de biodiesel do país – e uma das maiores do mundo – com capacidade para fabricar até 900 mil m³ por ano, a empresa apresentou esta semana os dados de sua nova certificação para o RenovaBio. Colocado em consulta pública nesta segunda-feira (28) em meio ao feriado de carnaval, o documento permitiria a emissão de aproximadamente 532,8 mil CBios por ano.

Esse valor representa 86,7 mil CBios a menos do que o teto da certificação anterior que havia sido aprovada em maio de 2020 e, portanto, valeria ainda até maio de 2023.

Tanto a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) quanto a fração elegível da usina de Lapa (PR) saíram um pouco menores na nova certificação.

No primeiro caso, o número foi reduzido de 80,9 para 80,06 gCO2eq/MJ. Isso quer dizer que o biodiesel fabricado pela planta paranaense emite um pouco mais de gás carbônico do que fora mensurado na primeira certificação. No segundo, o percentual da produção da empresa que comprovadamente atende todos os requisitos legais do RenovaBio caiu de 25,6% para 22,3%.

A Potencial Biodiesel vai reduzir sua participação no mercado de CBios. Dona da maior usina de biodiesel do país – e uma das maiores do mundo – com capacidade para fabricar até 900 mil m³ por ano, a empresa apresentou esta semana os dados de sua nova certificação para o RenovaBio. Colocado em consulta pública nesta segunda-feira (28) em meio ao feriado de carnaval, o documento permitiria a emissão de aproximadamente 532,8 mil CBios por ano.

Esse valor representa 86,7 mil CBios a menos do que o teto da certificação anterior que havia sido aprovada em maio de 2020 e, portanto, valeria ainda até maio de 2023.

Tanto a Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) quanto a fração elegível da usina de Lapa (PR) saíram um pouco menores na nova certificação.

No primeiro caso, o número foi reduzido de 80,9 para 80,06 gCO2eq/MJ. Isso quer dizer que o biodiesel fabricado pela planta paranaense emite um pouco mais de gás carbônico do que fora mensurado na primeira certificação. No segundo, o percentual da produção da empresa que comprovadamente atende todos os requisitos legais do RenovaBio caiu de 25,6% para 22,3%.

Em geral, os produtores de biodiesel que renovam suas certificações sacrificam um pouco de suas NEEAs em troca de uma fração elegível um pouco mais favorável. Isso costuma aumentar a quantidade de CBios que cada empresa certificada consegue emitir.

Aumento

Apesar do recuo no potencial máximo de geração de CBios da fabricante. Na prática, a Potencial Biodiesel deverá emitir mais títulos de descarbonização no mercado do B3. Isso porque a empresa vem aumentando substancialmente sua produção de biodiesel.

No ano em que conquistou sua certificação para o RenovaBio, a fabricante produziu 342,2 mil m³ de biodiesel. Isso permitiria a geração de 235,5 mil CBios. A produção da usina aumentou para 772,6 mil m³ no ano passado o que – mesmo com os números menores – permitiria colocar 457,4 mil CBios no mercado.

Pelo valor médio do CBio na última semana, a Potencial poderia faturar até R$ 44,5 milhões com a venda dos papeis na B3.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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