RenovaBio: Dual certifica usina de Pedra Preta (MT)
Uma das mais novas fabricantes de biodiesel do país – a Dual Duarte – está fazendo sua estreia no mercado de carbono do RenovaBio. A certificação que permite que sua usina de Pedra Preta (MT) passe a emitir Créditos de Descarbonização (CBios) passou a valer nesta última terça-feira (03). A empresa havia feito seu processo de consulta pública entre outubro e novembro do ano passado.
No documento publicado pela ANP, a nota ambiental do biodiesel da Dual é de 32,3 gramas de CO2 equivalente para cada megajoule de energia (gCO2eq/MJ). É um valor relativamente baixo comparado ao de outros fabricantes certificados – superando apenas os 30,5 gCO2eq/MJ da Cargill de Três Lagoas.
Mais da metade das 47 usinas de biodiesel certificadas para o RenovaBio tem Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) superior a 70 gCO2eq/MJ. Isso acontece porque elas preferem certificar apenas a parcela de sua produção feita a partir de materiais residuais, que oferecem um balanço de carbono mais favorável e enfrentam menos dificuldade para comprovar sua elegibilidade dentro do programa.
{viewonly=registered,special}Uma das mais novas fabricantes de biodiesel do país – a Dual Duarte – está fazendo sua estreia no mercado de carbono do RenovaBio. A certificação que permite que sua usina de Pedra Preta (MT) passe a emitir Créditos de Descarbonização (CBios) passou a valer nesta última terça-feira (03). A empresa havia feito seu processo de consulta pública entre outubro e novembro do ano passado.
No documento publicado pela ANP, a nota ambiental do biodiesel da Dual é de 32,3 gramas de CO2 equivalente para cada megajoule de energia (gCO2eq/MJ). É um valor relativamente baixo comparado ao de outros fabricantes certificados – superando apenas os 30,5 gCO2eq/MJ da Cargill de Três Lagoas.
Mais da metade das 47 usinas de biodiesel certificadas para o RenovaBio tem Nota de Eficiência Energético-Ambiental (NEEA) superior a 70 gCO2eq/MJ. Isso acontece porque elas preferem certificar apenas a parcela de sua produção feita a partir de materiais residuais, que oferecem um balanço de carbono mais favorável e enfrentam menos dificuldade para comprovar sua elegibilidade dentro do programa.
NEEAs mais baixos são mais típicos de usinas que fabricam biodiesel a partir da soja.
Quase tudo
Mas, ao contrário de outras usinas desse mesmo tipo que enfrentam dificuldades na hora de comprovar que suas matérias-primas vêm de áreas abertas depois da data-limite de 27 de novembro de 2018, a Dual se saiu excepcionalmente bem.
A empresa poderá considerar 92,3% do biodiesel para fins de emissão de CBios. Com 80,3% de elegibilidade, a única outra usina que fabrica com soja que chega perto desse percentual é a Caibiense.
Graças a esses números, a Dual poderá colocar até 242,3 mil CBios no mercado por ano. Esse montante de CBios pode render um pouco menos de R$ 7,13 milhões se for vendido ao valor médio – de R$ 29,42 – pelo qual os papéis foram negociados na B3 ao longo da última semana.
Novata
A usina, que entrou no mercado pouco mais de um ano atrás, ocupa a 26ª posição do ranking nacional com 244,8 mil m³ de capacidade instalada.
Mesmo ainda sendo uma novata, a Dual não tem se mostrado acanhada. No último ano, a Dual fabricou um pouco menos que 119,5 mil m³ de biodiesel, volume com valor de mercado aproximado de R$ 686,8 milhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com