Renovação da certificação da usina goiana entrou em consulta pública nessa segunda-feira
Única usina de biodiesel capaz de emitir mais de 1 milhão de CBios por ano, a Olfar de Porangatu (GO) deve ampliar ainda mais a sua – já folgada – liderança nesse front de negócios. Nessa segunda-feira (21), foi aberto processo de consulta pública para renovação da certificação da unidade produtiva. Se for aprovada como está, a planta poderá ofertar perto de 1,58 milhão de títulos por ano. O número está 180,9 mil acima do valor atual.
Aprovado em setembro passado, a atual certificação da planta goiana já é bastante superior aos padrões do setor de biodiesel ao autorizar a usina a emitir perto de 1,40 milhão de CBios ao ano. Para fins de comparação, a segunda maior emissora do país – a Oleoplan de Iraquara (BA) – pode colocar até 628,4 mil CBios no mercado por ano.
Melhorias
Segundo a documentação divulgada pela firma inspetora responsável pelo processo, a Olfar vai ampliar de 81,5% para 91,4% o percentual de sua produção de biodiesel que pode ser contabilizado para a emissão de CBios. Não bastasse isso, a nota ambiental (NEEA) da empresa também teve melhora de 79,7 para 80,35 gCO2eq/MJ – isso quer dizer que seu produto emite 93% menos gases do efeito estufa do que o diesel fóssil.
Única usina de biodiesel capaz de emitir mais de 1 milhão de CBios por ano, a Olfar de Porangatu (GO) deve ampliar ainda mais a sua – já folgada – liderança nesse front de negócios. Nessa segunda-feira (21), foi aberto processo de consulta pública para renovação da certificação da unidade produtiva. Se for aprovada como está, a planta poderá ofertar perto de 1,58 milhão de títulos por ano. O número está 180,9 mil acima do valor atual.
Aprovado em setembro passado, a atual certificação da planta goiana já é bastante superior aos padrões do setor de biodiesel ao autorizar a usina a emitir perto de 1,40 milhão de CBios ao ano. Para fins de comparação, a segunda maior emissora do país – a Oleoplan de Iraquara (BA) – pode colocar até 628,4 mil CBios no mercado por ano.
Melhorias
Segundo a documentação divulgada pela firma inspetora responsável pelo processo, a Olfar vai ampliar de 81,5% para 91,4% o percentual de sua produção de biodiesel que pode ser contabilizado para a emissão de CBios. Não bastasse isso, a nota ambiental (NEEA) da empresa também teve melhora de 79,7 para 80,35 gCO2eq/MJ – isso quer dizer que seu produto emite 93% menos gases do efeito estufa do que o diesel fóssil.
Isso colocaria o biodiesel fabricado em Porangatu entre os 10 mais limpos do país. Ele ficaria com a 9ª posição do ranking entre a Be8 de Marialva (80,32) e a JBS de Campo Verde (80,38). A lista é liderada pela própria Olfar cuja usina de Erechim tem NEEA de 81,9 gCO2eq/MJ.
São número bastante positivos e se somam ainda ao gigantismo da própria usina de Porangatu. A planta é a segunda maior do país com capacidade instalada de 648 mil m³ por ano – atrás dos 900 mil m³ da Potencial de Lapa (PR) – e foi posta no mercado em fevereiro de 2021.
No ano passado, a Olfar de Porangatu vendeu o equivalente a 243,6 mil m³ de biodiesel. Pela certificação atual, esse volume de biodiesel permitiria que a empresa gerasse 525,4 mil CBios. Calculando pelos novos números, a quantidade subiria para 593,4 mil CBios.
Usando como referência o valor médio do CBio na última passada (R$ 136,70), o faturamento da Olfar Porangatu no mercado de descarbonização saltaria de R$ 71,8 para R$ 81,1 milhões.
A empresa tem ainda outras duas usinas certificadas para participar do mercado de carbono do RenovaBio. Porto Real (RJ) cuja certificação permite a emissão de até 311,3 mil títulos e Erechim (RS) com mais 186,9 mil CBios.
Tudo somado, a Olfar poderia – depois da renovação de Porangatu – faturar até R$ 164,4 milhões apenas com a venda de CBios.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com