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Regulação

Aumento da mistura não reduz ociosidade das usinas


BiodieselBR.com - 03 nov 2011 - 08:47 - Última atualização em: 01 mar 2012 - 11:53

Embora contradiga o mais elementar bom-senso, o aumento da quantidade de biodiesel misturada ao óleo diesel não tem conseguido diminuir nem um pouco os preocupantes índices de ociosidade das usinas. É o que apontam dados históricos que o Ministério de Minas e Energia (MME) publicou na edição de setembro do Boletim Mensal dos Combustíveis Renováveis.

O levantamento revela que desde o início da fase obrigatório do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) em janeiro de 2008, a demanda vem crescendo ano a ano especialmente graças aos consecutivos adiantamentos nos aumento na mistura obrigatória – o B3 chegou no 3º trimestre de 2008, o B4 no 3º trimestre de 2009 e o B5 no 1º trimestre de 2010.

Apesar disso, a taxa média de ocupação das usinas de biodiesel durante todo o período da mistura obrigatória foi de 52%. Isso indica que os investimentos em mais capacidade produtiva cresce tão rápido quanto a demanda.

Esse paradoxo foi retratado durante a fala do diretor de energias renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, durante sua participação na Conferência BiodieselBR 2011. “O histórico do setor mostra que aumentar a demanda não resolve a ociosidade. Desde o começo do programa a demanda cresceu 270% e, apesar disso, a capacidade ociosa sempre ficou em 50%”, afirmou ressaltando ainda que essa média não está distante da ocupação registrada em outros países com produção de biodiesel importante.

A pior ocupação das usinas de biodiesel do país foi registrada durante o 4º trimestre de 2008 quando o nível de atividade ficou em desastrosos 38%, a maior foi de 66% registrada no 2º trimestre de 2009. Desde início de 2011, a ocupação tem se mantido praticamente estável variando entre 52% e 54%.


Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com