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GT de Transição Energética recomenda criação de plano nacional de mobilidade sustentável

Propostas do grupo foram apresentadas ao presidente Lula em reunião realizada nesta terça-feira

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Falta ao Brasil uma estratégia abrangente de mobilidade sustentável. Esse foi um dos pontos trazidos ao governo federal pelo Grupo de Trabalho de Transição Energética do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável – o chamado Conselhão. Representantes do GT estiveram no Palácio do Planalto nessa última terça-feira (12) onde apresentaram ao presidente Lula recomendações que foram elaboradas ao longo de 20 reuniões realizadas desde que recriação do órgão no final de março.

O presidente da Be8, Erasmo Battistella, foi um dos coordenadores do GT e o responsável por apresentar o resumo das recomendações do grupo.

Para o segmento de mobilidade, os representantes do GT destacaram o projeto de lei que cria o Programa Combustível do Futuro. Ele reúne diversos pontos importantes, mas não cria uma estratégia abrangente para o setor como as elaboradas por países como Costa Rica, Chile, Colômbia, Panamá, República Dominicana e Equador.

Falta ao Brasil uma estratégia abrangente de mobilidade sustentável. Esse foi um dos pontos trazidos ao governo federal pelo Grupo de Trabalho de Transição Energética do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável – o chamado Conselhão. Representantes do GT estiveram no Palácio do Planalto nessa última terça-feira (12) onde apresentaram ao presidente Lula recomendações que foram elaboradas ao longo de 20 reuniões realizadas desde que recriação do órgão no final de março.

O presidente da Be8, Erasmo Battistella, foi um dos coordenadores do GT e o responsável por apresentar o resumo das recomendações do grupo.

Para o segmento de mobilidade, os representantes do GT destacaram o projeto de lei que cria o Programa Combustível do Futuro. Ele reúne diversos pontos importantes, mas não cria uma estratégia abrangente para o setor como as elaboradas por países como Costa Rica, Chile, Colômbia, Panamá, República Dominicana e Equador.

De acordo com material que foi elaborado pelos membros do GT é necessária a definição de um marco regulatório com metas e prazos claros para a transição da atual matriz de mobilidade brasileira rumo a tecnologias de baixas emissões. “Nossa expectativa é de avançar nos marcos regulatórios (...) de um programa de mobilidade sustentável para acompanhar o PL Combustíveis do Futuro a partir de um benchmark internacional”, ressaltou Erasmo Battistella.

A definição de uma estratégia permitiria criar políticas de fortalecimento das cadeias produtivas nacionais relevantes para que o Brasil se tornasse um player relevante no mercado de veículos de baixas emissões.

SAF

Outro ponto que foi trazido pelo GT diz respeito a consolidação da produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) no Brasil.

Segundo o grupo, o país já é um dos maiores fornecedores globais das matérias-primas renováveis – óleo vegetais, gorduras animais e açúcar – que serão usadas por essa indústria; sem os incentivos adequados, contudo, o país acabaria se tornando apenas um fornecedor para usinas instaladas em outros países capturando uma fatia relativamente menor da renda que será gerada por esse novo mercado.

Já se a produção for devidamente incentivada seria possível instalar de 10 a 12 biorrefinarias no país e mais 150 unidades produtoras de SAF a partir de etanol agregando 34 mil empregos diretos.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
 

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